segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Contra o retrocesso, pela vitória do povo e do Brasil!


O segundo turno das eleições presidenciais se apresenta uma vez mais entre duas visões de país: patriótica e antinacional. A polarização representada nas candidaturas de Dilma e Aécio possui como conteúdo central os interesses do capital financeiro internacional, o papel do Brasil no quadro de transição que o mundo vive e a manutenção das conquistas alcançadas pela maioria do povo nos últimos doze anos.

O país vive dias de uma batalha de significado histórico, está em jogo a alternativa que forças populares, progressistas e democráticas construíram na resistência à ofensiva neoliberal, não só no Brasil, mais especialmente em diversas nações latino-americanas.

As conquistas obtidas ocorreram em um quadro de complexa luta política, em enfrentamentos que por vezes exigiram a unidade das forças comprometidas com o desenvolvimento, a defesa da soberania nacional e o combate às desigualdades sociais, impondo derrotas aos setores mais conservadores e identificados com a agenda neoliberal.

A candidatura de Aécio, em uma eleição cheia de reviravoltas e acontecimentos imponderáveis, é a oportunidade que esses setores possuem de conter esse importante processo iniciado em 2002, não há no campo conservador vacilações sobre essa hipótese, todos seus esforços, como parte de uma ofensiva da direita no quadro da crise internacional do capitalismo, estão voltados para a conquista de um governo que seja identificado com os “sentimentos” do mercado e sua cartilha econômica.

Mas há nessas eleições uma grande disputa, marcada por uma politização no seio do povo sobre o que representam os dois projetos, ao lado de ódios que não estão à margem da luta política em curso. Na verdade, nesse segundo turno eleitoral se trava uma intensa e nítida luta de classes, ela se apresenta de forma mais perceptível, o que permite ganhar mais consciência dos trabalhadores e ampliar a compreensão de qual é o seu lado.

Por tanto, é necessário e possível mobilizar o povo para conquista da vitória de Dilma, este é o momento de ampliar a militância, de ganhar os trabalhadores, a juventude e as mulheres para defesa de um Brasil soberano, desenvolvido e justo socialmente, de engajá-los na luta por mais direitos e mais progresso.

O nosso papel deve ser de impulsionar esse processo, politizar ainda mais a campanha e ajudar a organizar o povo. Em momentos como este, em que se eleva a consciência e a mobilização popular, a atuação dos comunistas e das forças avançadas é fundamental para vitória do povo e do Brasil.

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Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.
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