domingo, 27 de junho de 2010

Chuvas, dores e esperanças


Reproduzo artigo do Candidato ao Senado Federal em Alagoas, Eduardo Bomfim, sobre a tragédia que passa o nosso estado.


 Por Eduardo Bomfim *

Mais uma vez o Estado de Alagoas é assolado pela fúria da natureza e vinte e oito municípios são atingidos pelo desastre, quinze em estado de calamidade pública. Trata-se de um drama de enormes proporções com cidades inteiramente arrasadas que mais parecem vítimas de bombardeios aéreos pesados.  

Encontrei-me em Palmeira dos Índios com o Marcelo, prefeito de Quebrangulo, ali vizinho, absolutamente arrasado com as tenebrosas condições da cidade e do município, discutindo, responsável e tensionado, as ajudas e as formas de socorro tão necessárias e urgentes. 

Entre os sertanejos, acostumados com as adversidades da natureza, inclemência do clima árido, apesar do verde do inverno, o temperamento humano e seco, o sentimento tem sido de solidariedade e emoções contidas, muito típico de uma gente curtida na carne e no jeito, e como disse Petrúcio, fazedores de poemas de pedras. 

É verdade. Nas minhas andanças pelo Estado, conversando com as pessoas, vivenciei a reação dos alagoanos a essa catástrofe de extensa magnitude em dezenas de municípios, sob o olhar e a cultura dos sertanejos de Palmeira dos Índios a Santana de Ipanema e entre as duas cidades pólos, outras como Major Isidoro. 

E de Maceió aos espíritos sóbrios das terras das almas dos fortes, como se fala dos sertanejos, a postura é sempre a de que se impõe a união dos alagoanos, sem exceção de ideologias e partidos, na defesa dos irmãos atingidos pelos caminhos do Paraíba e do Mundaú. 

Chama-se a isso de centralidade da questão regional (a alagoana) para se combater as vicissitudes dos semelhantes da mesma terra, da mesma cultura e das mesmas identidades, das mesmas sortes e das mesmas sinas. 

É também unânime a certeza de que será rechaçada qualquer atitude oportunista de aproveitadores, políticos ou para enriquecimento, das dores provocadas pela tragédia que nos assola. 

Mas atenção porque ninguém demonstra que irá tolerar a postura demagógica de sob o justo argumento da união dos alagoanos para enfrentar tamanha catástrofe, abstraia-se a análise dos problemas políticos, administrativos ou técnicos que ficam expostos em nossa realidade. 

O alagoano é sábio na compreensão da realidade em que vive e sabe muito bem formular as suas críticas e sonhar com suas esperanças possíveis e realizáveis. Já se foi o tempo de uma plebe rude, resignada aos comandos de uma aristocracia reinol de punhos de renda e talheres de prata.
  
* Advogado, Presidente do PCdoB-AL e Candidato ao Senado em Alagoas.
terça-feira, 22 de junho de 2010

SOS Alagoas



Nosso querido estado de Alagoas passa por momentos difíceis, algumas cidades foram arrasadas pelas chuvas. Precisamos da união de todos para tentar minimizar o estado de grande necessidade em que se encontram as famílias desabrigadas pelas chuvas, que atingiram 21 municípios na última semana. 

Em cidades como Branquinha e Quabrangulo não restou um só prédio público de pé. Não há postos de saúde, mercadinhos ou farmácias que possam dar uma ajuda emergencial à população. Essas cidades terão que ser reconstruídas por completo, visto que também nenhuma documentação restou nos cartórios de registro públicos. Segundo a Defesa Civil, 1.129 casas foram destruídas, cerca de 37 mil pessoas estão sem abrigo e 15.540 estão desalojadas. 

As poucas escolas que ainda restaram abrigam a população desabrigada, que necessita urgentemente de Alimentos não perecíveis, Roupas, Colchões, Agasalhos e Água Potável. 

Para saber de que forma ajudar entre em contato com a Direção Estadual da UJS - Alagoas: 

Mirelly - (82) 8806-5759 (OI)
Naldo - (82) 9950-0788 (TIM)
Hugo - (82) 9123-4423 (CLARO)

Quem quiser doar alimentos não perecíveis, roupas e água potável pode procurar:

- agências do Banco do Brasil na capital e no interior;

- Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), no bairro do Farol;

- sede da OAB em Maceió e no interior;

- quartéis da Polícia Militar em todo o estado;

- 1º Grupamento de Bombeiros Militar (1º GBM) – Rodovia 316, Km 14, Tabuleiro dos Martins, próximo a PRF, 3315-2900 / 3315-2905. 
- Grupamento de Socorros de Emergência (GSE) – Conjunto Senador Rui Palmeira, S/N, 3315-2400.

- Subgrupamento Independente Ambiental (SGIA) – Av. Dr. Antônio Gouveia, S/A, Pajuçara, próximo ao Iate Clube Pajuçara, 3315-9852.

- Quartel do Comando Geral (QCG) – Av. Siqueira Campos, S/N, Trapiche da Barra, 3315-2830.

- Defesa Civil Estadual (CEDEC) - Rua Lanevere Machado n.º 80, Trapiche da Barra, 3315-2822.

- Grupamento de Salvamento Aquático (GSA) – Av. Assis Chateaubriand, S/N, Pontal, próximo a Braskem, 3315-2845.


- 2º Grupamento de Bombeiros Militar – Maragogi, (82) 3296-2026 / 3296-2270.

- 6º Grupamento de Bombeiros Militar – Penedo, (82) 3551-7622 / (82) 3551-5358.

- 7º Grupamento de Bombeiros Militar – Arapiraca e Palmeira dos Índios, (82) 3522-2377, (82) 34212695.

- 9° Grupamento de Bombeiros Militar – Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia, (82) 3621-1491 / (82) 3621-1223.
segunda-feira, 21 de junho de 2010

UJS com Dilma: Pra ser muito mais Brasil


Ato reuniu 2 mil pessoas em Salvador; governador da Bahia saudou os militantes e pré-candidata enviou depoimento em vídeo, especialmente para a UJS


Em uma manhã de sol, ambientada pela boa brisa do litoral de Salvador e sob a benção batucante dos tambores baianos, a União da Juventude Socialista (UJS), que completa 25 anos, oficializou hoje (19) o engajamento em mais um desafio histórico: eleger em 2010 Dilma Rousseff a primeira presidente mulher do Brasil, a fim de continuar e ampliar as mudanças do período Lula. “A UJS foi protagonista não somente nas eleições que fizeram Lula presidente, mas também em todas as outras em que ele participou como candidato. Nosso compromisso agora é com Dilma”, afirmou o baiano Marcelo Gavião, presidente da UJS, durante um grande ato político no Centro de Convenções da capital baiana. O encontro, que integrou o 15o Congresso da entidade, teve a participação de 2 mil jovens de todo país e diversos convidados, como o governador da Bahia Jacques Wagner.

A ex-ministra, em viagem pela Europa, não pôde comparecer, mas fez questão de enviar um vídeo com um depoimento gravado para a UJS: “Quero transmitir a cada uma e a cada um de vocês a minha confiança”, disse Dilma em um dos trechos do vídeo. Com a palavra, o governador Jacques Wagner completou: “Temos de lutar pela unidade das forças de juventude nesse momento de afirmação do povo brasileiro”.

O ato em Salvador foi marcado pela demonstração de energia e disposição dos militantes – que desenharam um contagiante mar de bandeiras verde-amarelas no auditório Iemanjá – e também pela importância simbólica de unir-se no mesmo prédio que, em 1979, serviu para o lendário Congresso de reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE), em resistência da juventude brasileira à ditadura. 

Estiveram presentes o atual presidente da UNE, Augusto Chagas; o presidente da UBES, Yan Evanovick; o secretário executivo do Ministério do Esporte, Waldemar de Souza; o presidente do Conselho Nacional de Juventude, Danilo Moreira; a deputada federal Alice Portugal (PCdoB – BA); o deputado estadual Javier Alfaya (PCdoB – BA); o vereador de Salvador Henrique Carballal (PT); a presidente da ANPG, Elisângela Lizardo; e os representantes das juventudes do PSB (André Alves); do PT (Severine Macedo); do PPL (Gabriel Alves); do PDT (Darcy Gomes) e do PRB (Rosângela Gomes).

Bahia e Alegria

Antes do início do ato, enquanto as delegações de todos os estados se acomodavam pelo auditório e recebiam da mão das baianas a tradicional fitinha do Senhor do Bonfim, o clima de brasilidade foi celebrado com apresentações de capoeira e também pelo Bloco Afro Bancoma. O calor da apresentação, que se juntou à expectativa pelo jogo do Brasil na Copa do Mundo neste domingo, fez o Centro de Convenções literalmente tremer quando o hino nacional foi arranjado pelo grupo em uma animada versão de samba-reggae. A ela seguiram-se os tradicionais gritos de ordem da UJS, cantados pelos jovens que tiveram também as caras pintadas de verde-amarelo.

O vice-presidente José Alencar, a deputada federal Manuela D'avila (PC do B – RS) e o senador Inácio Arruda (PC do B – CE) enviaram notas de apoio ao ato. Este último citou o poeta Castro Alves e seu poema. Em um dos momentos mais descontraídos de todo o ato, o vereador Henrique Carballal chegou a cantar uma música de sua autoria e dançar uma coreografia que muito lembrou o já institucionalizado Rebolation, sob aplausos e apoio da platéia.

O governado Jacques Wagner convocou a UJS a levar essa energia para a campanha eleitoral que se estenderá até outubro: “Vivemos um momento de muita auto-estima do povo brasileiro. Mais do que uma possível vitória no Copa do Mundo, vivemos a possibilidade da vitória dos oprimidos sobre os opressores neste país”. Em outro momento, disse que “é hora de balançar as ruas com uma seleção brasileira de jovens, grupos, partidos e movimentos populares que podem fazer a diferença”.

Sim para Dilma / Não para o Retrocesso

Todos os convidados do ato ressaltaram a importância da candidatura Dilma para garantir as recentes conquistas do país, como apontou o secretário do Ministério do Esporte Waldemar de Souza: “A diferença desse projeto, que representa o que é esse governo, é que ele reconhece as entidades estudantis, sindicatos, movimentos sociais com toda a sua importância. O outro candidato, que teve uma origem no movimento estudantil, traiu a sua própria história. Nós ainda estamos aqui na luta”. 

No mesmo tom, o presidente da UBES disse que o outro projeto foi aquele que acabou com as escolas técnicas e que promulgou diversas medidas provisórias de sucateamento da educação: “Esse cara não tem a simpatia da juventude. Esse cara não sabe nem dançar o 'ha muleque'”, disse Yan. Já o presidente da UNE, Augusto Chagas, ressaltando a importância da UJS nesse momento, disse que as principais mudanças do Brasil passam, primeiro pela entidade: “Quem vem a um congresso como esse descobre que na UJS há jovens do Amapá e do Rio Grande do Sul, jovens de Mato Grosso e do Ceará, há negros, brancos e índios, há heterosexuais, gays, lésbicas e travestis. Essa entidade é a cara da nossa juventude”

O presidente do Conselho Nacional de Juventude lembrou que, diferente do que ocorreu em outros governos, atualmente há no país uma política voltada a questões como a defesa da Criança e do Adolescente, redução de danos no problema das drogas e a maioridade penal. “No entanto, isso ainda não é suficiente, precisamos da mobilização da UJS para conseguir dobrar o investimento em juventude no próximo período”, falou Danilo Moreira. A deputada Alice Portugal lembrou a importância do envolvimento das mulheres na campanha de Dilma Rousseff “Conclamo todas as militantes da UJS a irem conosco”. Já o deputado Javier Alfaya, saudado aos coros carinhosos de “vovô da UJS” disse que a energia do Congresso de reconstrução da UNE em Salvador, no ano de 1979, devem agora ajudar a UJS a construir o futuro.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Em visita ao PCdoB, PC chinês debate o Brasil e a América Latina


Com uma visita à sede nacional do PCdoB, em São Paulo, seis dirigentes do Partido Comunista Chinês (PCCh) iniciaram, nesta segunda-feira (14), uma intensa agenda de atividades pelo Brasil. Chefiada por Sun Gan, secretário-executivo do Conselho de Trabalho dos Órgãos subordinados diretamente ao Comitê Central do PC, a delegação chinesa saudou o PCdoB como “partido amigo” e manifestou interesse em “reforçar os laços e os investimentos” entre as duas legendas. 

Sun Gan afirmou que os comunistas brasileiros têm uma “trajetória histórica muito respeitável” e demonstraram forças ao resistir a mais de 60 anos na clandestinidade. “O Partido Comunista Chinês valoriza o intercâmbio e a amizade tradicional com partidos como o PCdoB. 

Segundo o dirigente chinês, seu partido baseia sua atuação em cinco pilares: ideologia, organização, métodos de trabalho, política anticorrupção e construção do sistema partidário. Também compartilha de princípios resguardados pelo PCdoB, como a combinação de firmeza nos princípios revolucionários com flexibilidade no modo de perseguir os objetivos táticos e estratégicos, além do pressuposto de que não há modelo único de socialismo. 

“Cada país deve levar em conta suas peculiaridades e, ao mesmo tempo, estar sintonizada com os avanços do tempo histórico, de modo a não cair em dogmas”, declarou Sun Gan. Sobre a experiência chinesa, destacou o excepcional desempenho do país em 2009. “Apesar da crise econômica, o governo tomou medidas corretas, e a o nosso PIB cresceu 8,9%. Terminamos o ano com US$ 2,4 trilhões de reservas”, agregou o dirigente, agregando que o crescimento econômico da China volta-se, em primeiro lugar, à melhoria da vida do povo.

Informes sobre o PCdoB, o Brasil e a América Latina

Segundo o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, um dos principais temas da reunião entre os PCs foi a realidade política brasileira. “O PCCh se mostrou especialmente interessado em temas como o formato de uma disputa eleitoral no Brasil, o processo de escolha dos candidatos, as chances de vitória da pré-candidata Dilma Rousseff e a garantias de que os êxitos do governo Lula terão continuidade.” 


Segundo Renato, uma eventual derrota de Dilma “exprimiria um grande retrocesso” para o processo de integração latino-americana. “Sua eleição, ao contrário, traria mais perspectivas de ascenso democrático região”. O dirigente do PCdoB enumerou ao menos quatro trunfos de Dilma na corrida à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva:  

1) a capacidade política de Dilma, que representa como poucos o sucesso do governo Lula;
2) o prestígio de Lula, cuja popularidade mantém níveis recordes após sete anos e meio como presidente; 
3) a ampla aliança em torno da pré-candidatura, que inclui PT, PMDB, PCdoB, PSB, PDT, entre outros partidos; 
4) o respaldo popular de Dilma, que conta com o apoio das principais lideranças sociais, estudantis e sindicais do Brasil. 

Ricardo Abreu, o Alemão, secretário de Relações Internacionais do PCdoB, destacou outros dois temas que sobressaíram nos debates: as possibilidades de maior cooperação dos Bric (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China) e a conjuntura político-econômica na América do Sul e na América Latina. “Foi uma reunião, sobretudo, de atualização. O PC chinês aproveitou o convite do PCdoB para se reunir conosco e entender melhor os rumos tomados pelo Brasil no âmbito das relações internacionais.” 

Ao comentar a liderança alcançada pelo Brasil nas negociações com o Irã, o PCdoB sublinhou a ousadia e a correção da política externa do governo Lula, que, segundo Renato Rabelo, “pressupõe valores como a paz, o diálogo e a consolidação de um mundo multipolar”. Os dirigentes chineses responderam que “estão de pleno acordo” — e que a China “tem os mesmos objetivos”.

Construção partidária

Antes do encontro com Renato, os membros do PCCh participaram de uma exposição sobre a história, os princípios e a organização dos comunistas brasileiros. Intitulada “A Construção Partidária no Nível Atual das Exigências”, a exposição foi ministrada por Walter Sorrentino, secretário de Organização do PCdoB. 


“É uma grande honra manter essa boa relação entre duas grandes nações, dois povos e dois partidos. Temos um grande papel a jogar no mundo, e esse encontro eleva ainda mais os termos de nosso intercâmbio”, declarou Sorrentino. 

A delegação chinesa segue no Brasil até quarta-feira. Na agenda, há reuniões com o líder do PMDB na Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, e os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB) e do PT, José Eduardo Dutra. Os dirigentes chineses também devem participar de uma apresentação do Ipea sobre o Estado brasileiro, suas instituições e o serviço público, além de visita a uma fazenda de alta produtividade em Goiás.

De São Paulo,
André Cintra
sexta-feira, 11 de junho de 2010

50% do Pré-Sal Pra Educação: Conquista dos Estudantes, Vitória do Povo Brasileiro!



            Na madrugada desta quarta feira foi aprovada no senado federal a proposta de emenda de número 5 ao Projeto de Lei que instituiu o Fundo Social do Pré-Sal, a “emenda da UNE” como ficou mais conhecida, materializava a campanha desenvolvida pela UNE, UBES e ANPG pela destinação de 50% do Fundo do Pré-Sal para Educação Publica, além de definir que 80% desse recurso serão vinculados a Educação Básica.
            O dia 10 de junho de 2010 vai ficar na historia não só por ter sido a abertura da 19° Copa Mundial de Futebol, mais entra para historia como o dia de uma grande vitória do Povo Brasileiro. Afinal, o Pré-sal é uma grande oportunidade de aprofundar o desenvolvimento do país, melhorando a vida do nosso povo. Garantir que ele pertença de fato aos brasileiros e vincular boa parte destes recursos para educação é compreender que não há desenvolvimento nacional sem a devida prioridade à educação.
            O petróleo sempre foi alvo de muitas disputas no nosso país e no mundo. Os estudantes brasileiros, através de suas entidades representativas, sempre estiveram do lado mais avançado, defendendo o Brasil e a soberania do nosso povo sobre suas riquezas, foi assim na campanha “O Petróleo é Nosso” nos anos 40 que culminou na criação da PETROBRAS; foi assim na luta contra a política de privatização no Governo de FHC e os ataques cometidos as estatais e é assim hoje, onde mais uma vez os estudantes protagonizaram uma grande conquista ajudando a escrever a história do nosso país.
            Essa vitória histórica foi fruto de uma ampla mobilização nacional dos estudantes. Desde o ano passado que as entidades estudantis organizaram uma série de ações desencadeando uma grande campanha em defesa de um novo marco regulatório para o Petróleo e da bandeira dos “50% do Pré-sal”. Além de panfletos, camisas, adesivos, cartazes e cartilhas a UNE, UBES e ANPG ocuparam as ruas do país em sua jornada nacional de lutas e em mais duas manifestações realizadas em Brasília. Agora a luta é pela promulgação da emenda, toda nossa mobilização será voltada para sua passagem na câmara e para sanção do presidente Lula.
            As vezes demoramos um pouco para compreender o quanto uma conquista é importante assim que a concretizamos. A aprovação dessa emenda é tão importante quanto foi para juventude a aprovação, na constituinte, do voto a partir dos 16 anos. A destinação deste montante de recursos para educação deve significar em médio prazo a superação de problemas seculares de nosso ensino, acreditamos que prioritariamente devemos universalizar a educação no nosso país e isso é dever do Estado brasileiro, devemos lutar para que com esses recursos as portas das escolas e universidades se abram para o nosso povo através de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.
            No último período vivenciamos muitos avanços no nosso país, em especial na educação, não temos dúvida que nossa tarefa é dar continuidade a execução de um Projeto Nacional de Desenvolvimento com soberania nacional e distribuição de renda, tornando o Brasil cada vez mais forte, e com 50% do Pré-sal sendo investidos na educação conquistaremos avanços inimagináveis até então, que conduzirão o Brasil no rumo de uma sociedade mais justa socialmente, democrática e que dê oportunidades a todos os seus filhos!

Viva os 50% do Pré-sal para Educação!
Viva o Povo Brasileiro!

 



Claudia Petuba – Diretora da UNE/AL


 
 Lindinaldo Freitas – Diretor da UBES/AL
quinta-feira, 10 de junho de 2010

Para hoje, para sempre... Gol histórico no dia da Copa! Vitória no Congresso Nacional! Aprovado os 50% do Fundo social do Pré-sal para a educação!


A quinta-feira já pensava em amanhecer na África do Sul, o país da Copa, na véspera da festa de abertura do maior evento esportivo do mundo. No Brasil, os estudantes acompanhavam atentos, como a um jogo da seleção, a votação no plenário do Senado Federal que adentrou a madrugada. Por volta das 3h da manhã do dia 10 de junho de 2010, após mais de 11 horas de discussões, os senadores aprovaram -por 38 votos favoráveis, 31 contrários e uma abstenção- a criação do Fundo Social do Pré-sal. O gol, de placa, que entrou para a história, veio com a aprovação da “emenda da UNE”, que determina que 50% dos recursos deste Fundo sejam destinados exclusivamente ao financiamento da educação pública superior e básica, área considerada pela entidade como estratégica para o desenvolvimento do país.

A vitória histórica dos estudantes foi fruto de ampla mobilização da UNE, UBES e ANPG. Desde o início da semana, diretores das entidades provocaram intenso corpo corpo junto aos parlamentares com objetivo de pressionar e cobrar o comprometimento de cada um com a educação brasileira. As entidades criticaram veementemente por meio de nota oficial o primeiro relatório divulgado na terça-feira, que descaracteriza o objetivo do Fundo Social ao propor que os recursos deveriam ser destinados a diversas áreas, sem dizer claramente qual a prioridade.

Durante toda a quarta-feira, os estudantes realizaram uma Blitz no Congresso Nacional para reverter a redação do projeto e garantir os 50%. As entidades desencadearam também uma “guerrilha virtual” por meio das redes sociais. Milhares de mensagens foram enviadas para todos os senadores via twitter, o que gerou o compromisso público de muitos deles com a votação favorável à emenda.

O presidente da UNE, que ficou até o fim da votação desta madrugada no Senado Federal conversando com os parlamentares sobre a importância dos 50% para a educação, celebra a vitória como uma conquista de todo o povo brasileiro. Para ele, a vitória não é penas desta geração. “Fiz questão de ficar até o último minuto da votação. Conversei com cada parlamentar. Mostrei a importância da nossa emenda para o futuro do nação. Fiquei realmente muito emocionado quando conseguimos a aprovação. É o sonho geracional de transformação do país. Vamos garantir para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos e toda uma geração de brasileiros e brasileiras um futuro promissor, com uma educação pública, gratuita e de qualidade”, disse. "Agora, vamos lutar da mesma forma e com muito mais mobilização em cada canto do Brasil pela promulgação da emenda".

terça-feira, 8 de junho de 2010

UJS Alagoas aprova apoio à Frente Popular e sai fortalecida de seu 10º Congresso


O Espaço Cultural Linda Mascarenhas recebeu nos dias 05 e 06 de junho os jovens participantes do 10º Congresso da UJS Alagoas. Foram dois dias de intensos debates, os quais giraram em torno do tema do 15º Congresso Nacional da UJS – Pra Ser Muito Mais Brasil.

O ato de abertura contou com a presença de representantes da CTB, Junior Pinheiro, e da UNEGRO, Gutemberg; das coordenadoras gerais do DCE da UFAL, Silvia Oliveira, e da UNEAL , Isabela Silva; da diretora da UNE, Cláudia Petuba e da UBES, Lindinaldo Freitas; e da Presidente Estadual da UJS Mirelly Câmara. O Congresso recebeu ainda os representantes da JPMDB e da JPPL.

Jovens de seis municípios chegaram a Maceió na manhã do dia 05. Após a apresentação das teses ao Congresso, feita pela Presidente Mirelly Câmara, foram iniciados os debates. O clima foi de animação e otimismo para enfrentar os próximos desafios da UJS, de construir um Brasil melhor e uma Alagoas desenvolvida. Foram realizados painéis com os temas “Transformar o Otimismo em Mobilização”, com Cláudia Petuba e “Soberania, Desenvolvimento Nacional e a construção do Socialismo no Brasil”, com o Professor Carlos Müller. Os GT´s foram realizados à noite, com temas diversos: Diversidade Sexual, Jovens Mulheres, Luta Anti-racista, Democratização dos meios de Comunicação e  Educação.

O segundo dia do congresso iniciou-se com a reunião das frentes de Movimento Estudantil Secundarista e Universitário e seguiu com um painel sobre Conjuntura Política na América Latina e no Brasil, com o vereador pelo PCdoB em Maceió, Marcelo Malta. O momento mais esperado foi o Ato Político, que apresentou o apoio da UJS-AL às candidaturas comprometidas com o avanço do desenvolvimento do Brasil e de Alagoas. Edvaldo Nascimento para Deputado Estadual, Cláudia Petuba para Deputada Federal e Eduardo Bomfim para Senador, todos do PCdoB, foram as candidaturas que receberam apoio dos jovens socialistas, além de Ronaldo Lessa, candidato da Frente Popular, que fará o contraponto aos tucanos na disputa para Governador. Participaram do Ato os representantes da CTB, Sinval Costa e da UNEGRO, Adriano Santos; o vereador Marcelo Malta (PCdoB); as coordenadoras do DCE da UFAL e da UNEAL, Silvia e Isabela, e o candidato a Reitor da Universidade Estadual, Jairo Campos. Os pré-candidatos Eduardo Bomfim e Cláudia Petuba também se fizeram presentes e discursaram.

Por fim, realizou-se a plenária final, que elegeu os delegados ao 15º Congresso Nacional da UJS e a nova Direção Estadual para conduzir a UJS no próximo período. “A nova Direção é marcada pela renovação e pela presença de mais de 50% de mulheres, o que é para nós motivo de muito orgulho. Aqui em Alagoas as mulheres da UJS dirigem os DCE´s da UFAL e da UNEAL, temos uma candidata à Câmara Federal que é da UJS, e agora nossa direção é de mulheres em sua maioria” comemora a presidente reeleita Mirelly Câmara.

Direção Estadual Eleita:
Anahí Bezerra
Claudia Petuba
Hugo Cavalcante
Jaffia Alves
Jorge Fernando
Junior Pinheiro
Laudemmy Layon
Leila Conceição Dias
Lindinaldo Freitas de Alencar
Maria Lucyelma da Silva
Maria Luiza
Mariana Tenório
Mirelly Câmara (Presidente)
Rafael Cardoso
Silvia Oliveira


 Fonte: Blog da UJS Alagoas
segunda-feira, 7 de junho de 2010

Chapa apoiada pela UJS indica coordenadoras no DCE/UFAL


Nos dias 25 e 26 de maio ocorreram as eleições do Diretório Central dos Estudantes Quilombo dos Palmares, da Universidade Federal de Alagoas. A chapa 1, movimento “Da Unidade Vai Nascer a Novidade” apoiada pela UJS, indicou as duas únicas mulheres dos cinco coordenadores gerais que encabeçam a diretoria do DCE, que é composta pelo critério da proporcionalidade.

Cláudia Petuba, estudante de Administração à distância e também diretora da UNE, e Silvia Oliveira, estudante de arquitetura do Campus Arapiraca, coordenadoras da nova diretoria do DCE da UFAL, indicadas pela chapa apoiada pela UJS, apresentam aqui as suas visões do processo eleitoral e da gestão que se inicia.

Após um longo período sem gestão, o DCE da UFAL tem sua diretoria renovada. Como vocês avaliam esse processo eleitoral?

Cláudia – Na minha opinião foi um processo muito positivo para o movimento estudantil na UFAL. As três chapas inscritas apresentaram suas ideias e opiniões e os estudantes puderam optar de forma democrática. Será a primeira gestão composta pelo critério da proporcionalidade, então todas as forças envolvidas precisam cooperar para que a gestão funcione e é assim que o nosso movimento pretende trabalhar. A UNE cumpriu papel destacado em todo o processo, visto que estava participando da comissão eleitoral e foi tema de debate em todos os espaços, nas salas de aula e nos debates entre as chapas. Podemos dizer que a UNE venceu as eleições do DCE na UFAL, visto que duas das três chapas eram apoiadas por forças que compõem hoje a UNE e as duas juntas angariaram 83% do total dos votos.

Silvia – Bem, já no Campus Arapiraca e Sertão o processo se deu de forma diferenciada. A nossa chapa foi a única que incluiu representantes de todos os Campi e Pólos da UFAL em Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo, Viçosa e Delmiro Gouveia, o que nos permitiu debater com mais gente e conhecer melhor o processo de interiorização da Universidade durante o processo. A nova configuração do DCE trouxe, além da Diretoria Executiva, as diretorias ampliadas, das quais participamos majoritariamente no Campus Arapiraca e com a indicação de todos os diretores do Campus Sertão. Mas não pretendemos fazer apenas discussões setorizadas, a Universidade é uma só, assim como o DCE.

Quais foram os principais temas de debates na campanha da chapa “Unidade”?

Cláudia: Procuramos apresentar aos estudantes o novo momento que a Universidade brasileira está passando a chamar a atenção para o papel de catalizador que o Movimento Estudantil deve assumir em relação a essas mudanças. No Brasil todo temos visto o crescimento da rede federal de ensino superior e é nosso dever lutar para que mais melhorias cheguem na nossa Universidade. O REUNI, por exemplo, trouxe alguns desses avanços, mas a sua implementação precisa ser acompanhada de perto pelo movimento estudantil, para garantir que o plano não fique apenas no papel. Em nossa campanha também enfatizamos a necessidade de ampliar a forma de atuação do DCE. Todas as nossas propostas giraram em torno do eixo Ciência-Cultura-Esporte-Política, sem priorizar uma delas, pois entendemos que essas áreas se complementam.

Silvia: Fizemos um debate bastante intenso acerca da expansão da Universidade. Vivemos essa realidade no nosso dia-a-dia e, portanto essa é a principal preocupação dos estudantes dos novos Campi. Expansão com qualidade é a nossa bandeira, acreditamos que o Movimento Estudantil não pode ser irresponsável a ponto de ser contra essa expansão, pois nos últimos anos pudemos sentir o impacto da presença da Universidade Federal em nossos municípios e em nossas vidas. Entendemos que toda grande mudança ocorre de maneira gradual e o nosso papel é acompanhar tudo de perto para garantir que tudo esteja estruturado o mais breve possível. A assistência estudantil é fundamental para uma Universidade que cresce e ainda há algumas políticas que precisam ser implementadas na UFAL para garantir a permanência na Universidade.

Passado o período eleitoral, quais as perspectivas para o DCE nessa gestão?

Silvia: Será alvo principal do nosso trabalho a integração entre os novos campi de Arapiraca e Sertão e o Campus A. C. Simões. Não partiremos do princípio da segregação, mas sim da união, que fortalece o movimento. Foi uma grande vitória termos um representante do Campus Arapiraca na Coordenação Geral, mas é preciso mais espaço para que os estudantes do interior tenham voz no DCE.

Cláudia: Essa será a primeira gestão proporcional do nosso DCE. Além de duas das cinco coordenações gerais, conseguimos ocupar espaços em importantes diretorias, como Secretaria Geral, Secretaria Jurídica, Comunicação, Assistência Estudantil, Meio Ambiente, Eventos, Assuntos Acadêmicos e Combate às Opressões. Indicamos 10 das 35 diretorias que compõem a Direção Executiva e conquistamos a maioria da direção do Campus Arapiraca e toda a diretoria do Campus Sertão. Esperamos que as forças que compõem hoje o DCE saibam lidar com as diferenças da maneira mais democrática possível e estamos dispostos a dialogar com todos. O Movimento Estudantil só tem a ganhar se souber aproveitar o Novo Momento que o Brasil e a Universidade estão passando e trabalhar em conjunto com o movimento em todo o Brasil pela conquista das nossas principais bandeiras, como os 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.


De Maceió
Hugo Cavalcante – Secretário Geral do DCE/UFAL
terça-feira, 1 de junho de 2010

Unidade na luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional


 Não foi um jogo do Corinthians, mas o Pacaembu lotou nesta terça-feira (1º de junho) durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), convocada pelas cinco principais centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB). Cerca de 30 mil militantes compareceram ao evento unitário, que destacou a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania, democracia e valorização do trabalho.
A unidade da classe trabalhadora caracterizou a reunião dos sindicalistas e foi exaltada nos discursos dos dirigentes das centrais. “Estamos demonstrando que os trabalhadores têm a sabedoria de deixar de lado suas divergências e realizar um evento como este em que unimos nossas forças para defender os interesses maiores da classe trabalhadora”, salientou o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos. “Nosso trabalho não se encerra aqui”, salientou. “Este é o início de uma grande jornada de luta”.

Novo Brasil

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (o Paulinho da Força) foi no mesmo diapasão. “Temos que saudar a unidade, pois foi a unidade que impediu a retirada de direitos trabalhistas e fez nossa luta avançar. Barramos a Emenda 3 e com as marchas unitárias em Brasília conquistamos a política de valorização do salário mínimo, que muito contribuiu para tirar o Brasil da crise”, afirmou Paulinho. “Esta conferência tem um objetivo muito claro, que é o de entregar aos candidatos à Presidência uma pauta com 293 itens de um modelo de Brasil que queremos. Temos aqui representantes de 5 mil sindicatos”, acrescentou.

Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), declarou que após a Conclat “o movimento sindical será outro. Já temos as bases para criar um novo Brasil, unindo todo nosso povo, os partidos e as organizações progressistas. Nossa responsabilidade é grande e os desafios não são pequenos. 0 maior deles é elevar o protagonismo da classe trabalhadora na luta política nacional”.

Desafios

“As bandeiras que nos unem são muito maiores do que as questões que, no varejo, provocam divergências no nosso meio”, enfatizou o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antonio Neto. “Caminhando juntos”, continuou, “vamos conquistar muito mais. Este será um ano de grande embate”, disse, numa referência às eleições de outubro. “Ou continuamos a avançar ou amargaremos um grande retrocesso. Vamos marchar juntos, unidos e organizados por um Brasil melhor”.

“A unidade garantiu conquistas e vitórias importantes”, reiterou Artur Henrique, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores). “Podemos citar a política de valorização do salário mínimo, a ratificação da Convenção 151 da OIT [que assegura o direito de organização, negociação e greve ao funcionalismo], o reajuste da tabela do Imposto de Renda, entre outras conquistas da unidade. Temos ainda grandes desafios, como a alta rotatividade da mão de obra, a redução da jornada sem redução de salários, o reajuste das aposentadorias e pensões. Mas, nosso principal desafio é não permitir o retrocesso neoliberal. Temos de continuar no caminho da mobilização e da luta para emplacar a agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com democracia, soberania e valorização do trabalho”.

De São Paulo,
Umberto Martins

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Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.
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