segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Marcelo Adnet solta o verbo e ironiza eleitores elitistas na MTV


O comediante Marcelo Adnet, em seu programa Comédia MTV, ironiza parcela do eleitorado de José Serra nas eleições 2010, que se destacou por suas opiniões preconceituosas. O quadro passou no programa do dia 10 de novembro de 2010 e expoõe a elite que odeia o Brasil, mora em Miami e não suporta pobres.


sábado, 27 de novembro de 2010

OTAN, EUA e o escudo nuclear: o espaço da hegemonia


Por Cristina Soreranu Pecequilo


No caso do escudo antimisseis, observa-se a mudança mais significativa da administração Obama: a promessa da retomada da construção e instalação do escudo, com implicações óbvias para os arsenais chinês e russo, e não só para as ameaças “oficiais” iraniana, norte-coreana e mesmo de terroristas que poderiam obter armas ilegalmente. Em março/abril, Obama e Medvedev tinham chegado a um acordo para a suspensão da instalação, devido ao interesse norte-americano em contar com o apoio russo às sanções contra o programa nuclear iraniano. No entanto, o rechaço à suspensão do escudo, na OTAN e em casa, levou ao anúncio da reativação do projeto.

Em meio às turbulências externas e internas da economia e da política norte-americanas, a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realizada em Lisboa nos dias 19 e 20 de novembro de 2010, e a reunião do Conselho OTAN-Rússia, representaram uma inflexão para a administração de Barack Obama. Três dimensões puderam ser identificadas nestes eventos: o lançamento de novas diretrizes estratégicas; a tentativa de dar continuidade a políticas de 2009/2010 e o atendimento de demandas republicanas.

Sem sucesso, Obama e diversos líderes europeus utilizaram o evento como cortina de fumaça frente os problemas econômicos e para manter seus compromissos na OTAN, em particular a Guerra do Afeganistão, cujo custo doméstico é elevado. Para isso, as “grandes” questões temáticas da Cúpula, o lançamento do “Novo Conceito Estratégico da OTAN” e do “Novo Conselho OTAN-Rússia”, buscaram ser definidas como históricas.
Entretanto, estas abordagens não trouxeram novidades. Tomando como base o “Novo Conceito Estratégico”, observou-se a reafirmação do papel global além do espaço geográfico (operações out of area) e a modernização da aliança.
 
Tais mecanismos já constavam das revisões anteriores de 1991 e 1999, marcos da transformação da instituição no pós-Guerra Fria. Em 1999, ano da operação militar em Kosovo, foi iniciado o processo de expansão ao Leste Europeu, que, em duas ondas, 1999 e 2002, completou-se. Diferente de outras alianças que simplesmente definharam ao atingir seu objetivo principal, a OTAN reinventou-se a partir do fim da contenção da URSS, ampliando sua missão além de suas fronteiras e seu discurso pró-democracia.
 
Mesmo os que se declaram isolacionistas ou unilateralistas nos EUA acreditam que a OTAN possui papel relevante. Além de representar a unidade do eixo ocidental, a aliança sustenta-se nesta trajetória de “sucesso”. Mais do que uma organização militar de segurança coletiva, que visava defender-se de um inimigo, desde o tempo da bipolaridade, a instituição foi apresentada como sustentáculo da democracia e do capitalismo na Europa Ocidental, i.e, do modelo liberal contraposto ao socialista-comunista. Militarmente, ela foi, e é, funcional para os interesses dos EUA, mas também europeus ocidentais, apesar das criticas eventuais.
 
A organização preserva o continente de custos e ônus econômicos e políticos. Mesmo em momentos de maior tensionamento como nos anos 1960 (França) e a Guerra do Iraque em 2002/2003, na qual EUA-Grã-Bretanha e os novos membros da Europa Oriental apóiaram a invasão, enquanto Alemanha e França mantiveram-se no “Eixo da Paz”, chegou-se a uma acomodação. Para o Leste Europeu, ela é a Cortina de Ferro sob outro signo, o da proteção diante do revisionismo russo, e, para as antigas repúblicas soviéticas um alvo almejado, mas que dificilmente será conquistado sem forte reação de Moscou.
 
Padrão similar observou-se na reunião do Conselho OTAN-Rússia, visando a construção da “Parceria Estratégica”. Em retrospecto, este foi seu terceiro lançamento, antecedido por 1999 e 2002. Em 1999 e 2002, as tentativas fracassaram por ações unilaterais norte-americanas que afastaram a Rússia das negociações, a Guerra de Kosovo e a Guerra do Iraque, respectivamente. No atual contexto o risco é similar, uma vez que os EUA demonstram sinais confusos em alguns compromissos negociados bilateramente. Dentre estes, menciona-se o “novo START”, Tratado de Redução de Armas Estratégicas, assinado em 2010 na cúpula bilateral Obama-Medvedev, que se compromete com a redução significativa de ogivas e de mísseis balísticos intercontinentais; as negociações “rumo ao zero” para o banimento de armas nucleares; e a instalação do escudo antimisseis no continente europeu.
 
Nestas dinâmicas, inserem-se as dimensões da continuidade (ou não) da agenda e as demandas republicanas. Tanto o “Novo START” quanto o “rumo zero” já sofriam inúmeros questionamentos, uma vez que eram considerados políticas de fraqueza diante dos Estados “bandidos”, Irã e Coréia do Norte. Os dois países continuaram desenvolvendo seus arsenais e a Coréia do Norte detém comprovada capacidade nuclear, mesmo com as pressões da comunidade internacional e as Conversações das Seis Partes (EUA, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão, Rússia e China). Ainda para ser votado no Congresso, o novo START pode ser revisto ou bloqueado, prática comum do Senado norte-americano.
 
No caso do escudo antimisseis, observa-se a mudança mais significativa da administração Obama: a promessa da retomada da construção e instalação do escudo, com implicações óbvias para os arsenais chinês e russo, e não só para as ameaças “oficiais” iraniana, norte-coreana e mesmo de terroristas que poderiam obter armas ilegalmente. Em março/abril, Obama e Medvedev tinham chegado a um acordo para a suspensão da instalação, devido ao interesse norte-americano em contar com o apoio russo às sanções contra o programa nuclear iraniano no CSONU. O impasse, contudo, permanece, contando com a resistência da China, e o pendor unilateral dos EUA no tema. Mesmo a Turquia, membro da OTAN, que negociou com o Brasil o Acordo Tripartite com o Irã, foi criticada por sua iniciativa de apaziguamento.
 
O rechaço à suspensão do escudo, na OTAN e em casa, levou ao anúncio da reativação do projeto. Apesar da Rússia negar que isso levaria a tensões renovadas, mantendo a pauta do presente Conselho OTAN-Rússia é preciso observar como o tema afetará as relações bilaterais de forma abrangente. A postura russa é de pragmatismo, consciente da impossibilidade de confrontar os EUA e a OTAN, mas preparado para a consolidação de alternativas via Organização de Cooperação de Xangai (OCX) e BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
 
Embora para os democratas o escudo não seja central, tendo sido abandonado pelo governo de Bill Clinton (1993/2000), para os republicanos sua prioridade é alta desde seu surgimento na Guerra Fria com Ronald Reagan (1981/1988), na forma da Iniciativa de Defesa Estratégica (IDE), conhecida como “Guerra nas Estrelas”. Para muitos, foi a sombra do IDE um dos principais responsáveis pela aceleração do colapso soviético. A administração W. Bush (2001/2008) recuperara o programa como Teatro de Defesa de Mísseis (TMD). Nos cálculos da Casa Branca, ceder ao TMD envolve a aproximação com os republicanos para a aprovação do pendente START e para a continuidade da missão no Afeganistão desenhada pela Casa Branca: a ofensiva em 2010, o início do desengajamento em 2011 e o término do conflito em 2014. Resta aguardar se estas “trocas” políticas terão o efeito desejado, ou se no setor estratégico observar-se-á um recrudescimento do unilateralismo.
 
Mais importante do que estas táticas compensatórias, é a contínua percepção de que entre as instituições multilaterais, a OTAN continua sendo um dos poucos consensos remanescentes na agenda externa e espaço preferencial do exercício da hegemonia. Enquanto em outras esferas político-econômicas-sociais a projeção da liderança encontra-se limitada por seu declínio relativo, a ascensão de novos pólos e perda de vigor, na aliança transatlântica prevalece o poder militar norte-americano, sem diluição e sem, na maioria das vezes, contestação.

*Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Perigo de guerra: Coreias entram em choque


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião em caráter de urgência para tratar dos recentes disparos entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, informou uma fonte diplomática francesa nesta terça-feira(23). A reunião deve ocorrer em um ou dois dias.

"Está em preparação uma reunião urgente do Conselho. A França é a favor da mesma", disse a fonte, que deu as declarações sob condição de anonimato.

Nas primeiras horas desta terça-feira, as agências internacionais, reproduzindo acusações do governo da Coreia do Sul, divulgaram informações acusando a República Popular Democrática da Coreia de ter realizado disparos contra a ilha sul-coreana de Yeonpyeong e em águas fora da costa oeste da Península Coreana, numa fronteira marítima permanentemente tensa.

Informa-se que duas pessoas morreram e 13 foram feridas. A população Yeonpyeong está sendo transferida para os abrigos.

Segundo as agências de notícias, a Coreia do Sul também realizou disparos e a região se encontra em estado de alerta elevado.

Um porta-voz da chancelaria chinesa disse que a China tem acompanhado relatos sobre o suposto ataque e instou as partes envolvidas a tomar atitudes que conduzam à paz e estabilidade.

"Estamos preocupados com a questão e a situação real precisa ser confirmada", disse o porta-voz chinês, Hong Lei. Também a Rússia manifestou a preocupação de que a crise entre os dois lados da Península Coreana leve a uma escalada militar na região e pediu que as disputas entre os dois países sejam resolvidas exclusivamente por meios diplomáticos.

Acusações das potências imperialistas

Por sua vez, a ministra de Relações Exteriores francesa, Michele Alliot, pediu por meio de comunicado que a Coreia do Norte "acabe com as provocações".O governo dos EUA afirmou que o país "condena com veemência" o ataque da Coreia do Norte contra a ilha de Yeonpyeong, da Coreia do Sul, e que está "fortemente comprometido" com a defesa de Seul. A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, também "condenou firmemente" o ataque, assim como o governo do Reino Unido. "Estamos em contato contínuo e próximo com nossos aliados coreanos", acrescenta a nota. "Os EUA condenam este ataque e pedem à Coreia do Norte que suspenda sua ação bélica e cumpra totalmente os termos do Acordo de Armistício".

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, recomendou as autoridades do governo que estejam preparadas para qualquer desdobramento do conflito na península coreana.

Posição da Coréia do Norte

O governo da Coreia do Norte afirmou que a Coreia do Sul disparou primeiro no confronto de hoje entre militares dos dois países. numa região de fronteira. Os norte-coreanos dizem que revidaram ao ataque, ao contrário do que foi informado mais cedo por agências de notícias do país vizinho.

Militarismo, pressões e sanções

Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde que a Guerra da Coreia (1950-1953) foi encerrada pelo armistício em vez de um tratado de paz. Desde então, o acirramento das tensões entre as duas nações asiáticas é frequente.

Um dos episódios mais recentes dos atritos entre os países foi o afundamento do navio sul-coreano Cheonan. Seul acusa Pyongyang de estar por trás do ataque, que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte, por sua vez, não só nega a acusação, como a devolve, acusando o governo de Seul de ser o responsável pelo afundamento do Cheonan.

A Península Coreana é um dos lugares mais tensos do mundo. Os Estados Unidos mantêm no território da Coréia do Sul bases militares com cerca de 30 mil soldados. Ali estão instaladas também mais de uma centena de ogivas nucleares, todas apontadas para a Coréia do Norte, além de terem como alvo a China e outros objetivos militares na Ásia.

Regularmente os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizam exercícios militares nas proximidades da fronteira marítima, em verdadeiros atos de provocação, ameaça e intimidação à Coréia do Norte. Tais exercícios geram situações de insegurança e propiciam o surgimento de incidentes como o desta terça-feira, além de trazerem instabilidade a toda a região asiática.

A República Popular Democrática da Coreia é alvo de pressões também relativamente à questão nuclear e encontra-se sob sanções da ONU, urdidas pelo imperialismo norte-americano, que de maneira hipócrita combina um discurso aparentemente diplomático com acusações e ameaças.

Nesta segunda-feira (22), o principal comandante militar dos EUA, almirante Mike Mullen, disse que a revelação sobre a planta nuclear norte-coreana, feita no último sábado (19) pelo cientista norte-americano Siegfried Hecker mostra que o regime norte-coreano é "muito perigoso". "Mais uma vez a Coreia do Norte segue um caminho desestabilizador para toda a região", disse Mullen à CNN.

De acordo com ele, a posição dos EUA é de que o governo de Pyongyang segue seu caminho na busca de "armas nucleares adicionais". "Há muito tempo que me preocupa a instabilidade na região e, francamente, a Coreia do Norte está no centro de tudo isto", acrescentou.

Os EUA pretendem usar o relato de Hecker para tentar colocar em Pyongyang a pecha de que viola resoluções da ONU. O Japão qualificou a novidade como "absolutamente inaceitável", enquanto os sul-coreanos expressaram "graves preocupações".

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, também fez na última segunda-feira declarações ameaçadoras à Coréia do Norte.

Brasil critica os Estados Unidos em reunião da OIT


O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, criticou nesta terça-feira (23) os EUA por manter uma política nociva para os países em desenvolvimento. A crítica foi apresentada em uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No simpósio de cooperação Sul-Sul para o desenvolvimento, promovido pela agência, o diplomata defendeu as nações que usam políticas de controle de capital.

Ele acusou Washington de se queixar das supostas moedas desvalorizadas, enquanto implementa medidas prejudiciais aos países em desenvolvimento, como a recente injeção de 600 bilhões de dólares na sua economia.

Na última reunião dos 20 países mais ricos e as economias emergentes (G-20), houve um aspecto positivo, que foi o reconhecimento de que as nações emergentes e em desenvolvimento têm o direito de evitar os prejuízos da guerra fiscal, disse ele.

O chanceler brasileiro também se reuniu com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, na sequência da sua participação no simpósio. Eles concordaram sobre a necessidade de retomar as negociações da Rodada de Doha, lançada em 2001, que foram paradas pela postura pouco construtiva das principais potências comerciais do Ocidente.

Fonte: Prensa Latina
Tradução: Luana Bonone

Otan: o braço armado do imperialismo quer agir em todo o planeta


A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi criada em 1949 como instrumento para impor, na Europa, os interesses geopolíticos dos EUA e garantir sua hegemonia, favorecendo ao mesmo tempo as classes dominantes europeias ameaçadas numa ordem social dilacerada que, em muitos lugares, beirava uma situação revolucionária, Mas, sobretudo, para ser um instrumento militar contra o socialismo e a União Soviética.

A reunião de cúpula dos 28 países da Otan, realizada neste fim de semana em Lisboa, confirmou esse papel reacionário, opressivo e agressivo. Com a crise do socialismo na Europa, entre as décadas de 1980 e 1990, e o fim da União Soviética, em 1991, imaginava-se que essa organização belicista tivesse esgotado seu papel, podendo deixar de existir. Não foi o que ocorreu e, numa primeira alteração de seu “conceito estratégico” num mundo que se pretendia unipolar, hegemonizado pelos EUA, a Otan confirmou novamente seu caráter de instrumento militar do imperialismo e foi mantida.

A cúpula de Lisboa confirmou, mais uma vez, esse caráter com o chamado «novo conceito estratégico», cujo objetivo é alargar o domínio territorial da Otan para todo o globo, ampliar o âmbito de suas missões agressivas contra os povos, incluindo energia, meio ambiente, migrações e questões de segurança interna dos países, reafirmar-se como bloco militar nuclear, impulsionar o desenvolvimento do complexo industrial militar, exigir dos países membros o aumento dos orçamentos militares, incluir em sua agenda a possibilidade de ingerência direta e ocupação a pretexto de manter a ordem.

Isto é, o objetivo da reunião de Lisboa é aprofundar o papel da Otan como braço armado do imperialismo, agora com a possibilidade agir em todo o planeta, extrapolando seus limites originais e representando novas ameaças e perigos contra todos os povos.

Trata-se, como disse seu secretário-geral, o neoliberal dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, de "um novo começo" que inclui a construção de um sistema anti-míssil alegadamente contra a ameaça dos mísseis iranianos. Este é um dos pretextos para uma nova definição estratégica.

No período anterior, a Otan já havia demonstrado sua utilidade bélica como instrumento da agressão imperialista. Seus aviões bombardearam cidades e o território da antiga Iugoslávia; na guerra do Kossovo cometeu crimes contra a humanidade e a paz ao bombardear durante 78 dias o território sérvio, deixando mais de 3.500 mortos e ferindo mais de 10 mil com armas ultra letais, como bombas de fragmentação e de urânio empobrecido cujos efeitos persistem. Isso sem falar no envolvimento direto e central nas agressões contra o Iraque e o Afeganistão, o apoio à política genocida de Israel contra os palestinos, a intervenção militar no Cáucaso etc.

Na esteira dessas agressões contra os povos e contra a paz a Otan expandiu-se; em 1999 passou a incluir países do antigo bloco socialista, que no passado haviam sido o alvo de sua ação, como Polônia, República Tcheca e Hungria; mais tarde vieram Estônia, Letônia, Lituânia, Bulgária, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Albânia e Croácia. E poderá crescer ainda mais no território europeu com as esperadas adesões da Macedônia, Ucrânia e Geórgia. E, depois da reunião de Lisboa, prevê-se a expansão pela Ásia e Oceania, englobando países da região do Pacífico e do hemisfério sul como Austrália, Nova Zelândia e Japão. Foram feitas pressões, além disso, para incluir o Atlântico Sul como área de seu interesse estratégico, que esbarraram da recusa veemente do Brasil e demais nações do continente contra a verdadeira metástase militar agressiva que essa expansão representa.

O fortalecimento militar da Otan e sua expansão para áreas além da Europa e América do Norte significam uma ameaça contra os povos e contra a paz. Como bem identificou o dirigente cubano Fidel Castro, a Otan desenhada pelo tal “novo conceito estratégico” é a polícia do mundo – polícia do imperialismo, particularmente dos EUA, para manter uma ordem mundial cujo desmantelamento pode ser visto com a ascensão de novos protagonistas no cenário político mundial, como a China, o Brasil e a Índia.

A crise econômica mundial aprofunda a crise política e ameaça a manutenção de um mundo onde os europeus e os norte-americanos mandaram e desmandaram. O objetivo de fortalecer a Otan é justamente manter intocado este mundo, que os comunicados daquela organização e de seus parceiros chamam de “ordem”.

Editorial do Portal Vermelho
sábado, 20 de novembro de 2010

UJS-AL vence eleições do Grêmio do Moreira e Silva


Chapa liderada pela entidade venceu na última terça, 16 de novembro, as eleições do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Moreira e Silva, principal instituição do CEPA.

O Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (CEPA), hoje o maior centro educacional da America Latina, e em especial a Escola Moreira e Silva, estão presentes na história do Movimento Estudantil Alagoano. As principais lutas sempre tiveram o CEPA como principal ponto de mobilização, seja em greves dos estudantes contra a ditadura militar, na luta pelas diretas, no Fora Collor ou nas lutas contra aumentos abusivos da tarifa de ônibus na capital alagoana.


Diante da tradição do Grêmio da escola, estudantes e militantes da UJS se organizaram para reativá-lo, realizando um processo eleitoral com muito debate e disputa entre as duas chapas concorrentes: a Chapa “Ação e Atitude” e a Chapa “Unidade e Luta”. No final, a vitória foi dos estudantes que apostaram na Ação e Atitude da galera da UJS para lutar por uma educação pública de qualidade em contraposição aos ataques neoliberais do governo tucano do Estado.

Com muita animação e alegria, a Chapa da UJS obteve 453 votos contra 359 votos dos adversários. A nova tesoureira do Grêmio, Accacia Aciole, acredita que “quando se debate com o estudante, apresentando propostas concretas para o Brasil e para a escola, é que dá para perceber o quão justas essas idéias são, e a vitória da UJS mostra que as nossas idéias são as mais acertadas”.

Para o militante da UJS eleito presidente do grêmio, Iran Felix, um dos grandes desafios da gestão é “resgatar a história da entidade, que sempre participou de momentos importantes da vida política do Estado”, além de “realizar as atividades prometidas durante a campanha, ligando a ação do grêmio com a atitude necessária para que o Brasil continue mudando”.

De Maceió, Lindinaldo Freitas.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Centrais sindicais vão ter espaço em programação de rádio e TV


As centrais sindicais vão ter horário gratuito na emissoras de rádio e TV para discutir matérias de interesse de seus representados; transmitir mensagens sobre a atuação da associação sindical e divulgar a posição da associação em relação a temas político-comunitários.

A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou nesta quarta-feira (17) proposta que assegura às centrais sindicais 10 minutos semanais de transmissão gratuita em emissoras rádio e televisão.

A proposta original, de autoria da deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS), previa 10 minutos diários de programação sindical em rádio e TV, sete vezes mais que o texto aprovado. O texto aprovado é um substitutivo do deputado Roberto Santiago (PV-SP).

Para a deputada Manuela, o projeto, apresentado por ela a pedido da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “dialoga com todos os segmentos para construir uma proposta ampla e democrática que possibilite aos trabalhadores terem voz nas rádios e emissoras de TV".

O presidente da CTB, Wagner Gomes, espera que a matéria seja aprovada nas outras comissões. Se isso acontecer, ele adianta, será motivo de muita comemoração, “porque representa grande ganho para o movimento sindical e a sociedade”. Ele destaca o papel da mídia nas últimas eleições, quando o empresariado fez campanha aberta pelo candidato tucano, desequilibrando a disputa.

“A mídia é meio importantíssimo para levar para o conjunto da sociedade as nossas ideias e ações”, diz o líder sindical, acrescentando que “a medida amplia a democracia porque é a garantia de que os trabalhadores se manifestem e sejam ouvidos tanto quanto os empresários e permitirá à população ouvir os dois lados – o empresariado, que é dono dos meios de comunicação, apesar de ser uma concessão do Estado, e os trabalhadores, que não possuem os veículos de comunicação e nem espaço para se manifestar”, analise Gomes.

Mais duas votações

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, sem necessidade de ser votado pelo Plenário, ainda será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, de Comunicação e Informática e de Constituição e Justiça (CCJ).

As transmissões deverão ser em bloco ou em inserções de 30 segundos a um minuto, no intervalo da programação normal das emissoras. O texto estabelece também que os programas produzidos pelas centrais sindicais deverão ser transmitidos entre as 6 horas e as 22 horas das terças-feiras.

A proposta obedece a regra do Código Brasileiro de Telecomunicacões que estabelece as obrigações das radiodifusoras e estabelece que as emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cessão do horário gratuito.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ossário com vítimas da ditadura será aberto até o fim do mês

No dia da Proclamação da República, uma notícia alentadora ao avanço democrático: o grupo de trabalho que procura restos mortais de presos políticos que teriam sido enterrados no Cemitério da Vila Formosa, na capital paulista, deve abrir o ossário clandestino existente no local no próximo dia 29. Investigações preliminares indicam que as ossadas de oito presos políticos mortos durante o regime militar podem estar guardadas no local.

A previsão para a abertura foi feita na sexta-feira (12) pelo procurador regional da República Marlon Alberto Weichert, que acompanha o trabalho da equipe no cemitério. Segundo ele, a chegada ao ossário é prioridade da equipe formada para a localização de ossadas de dez mortos.

De acordo com Weichert, as ossadas procuradas na Vila Formosa são de: Antônio Lucena, Joelson Crispin, Antônio dos Três Reis Oliveira, Alceri Gomes da Silva, José Ferreira de Araújo, Edson Quaresma, Roberto Macarin, Devanir José de Carvalho, Sérgio Corrêa e Virgílio Gomes da Silva.

Dos dez, só os restos mortais de Sérgio Corrêa e Virgílio Gomes da Silva não estariam no ossário clandestino. O Ministério Público Federal (MPF), a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e parentes de Corrêa e Silva acreditam que eles estejam enterrados em outra área do cemitério, como pessoas não identificadas.

Ilda Martins da Silva, viúva de Virgílio, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que ela mesmo localizou o corpo de seu marido no Cemitério da Vila Formosa, em 2004, 35 anos após a morte dele. Ela própria procurou por documentos no Instituto Médico Legal (IML) para encontrar o túmulo de Virgílio, que está hoje, segundo ela, em uma área completamente modificada do cemitério.

Hoje com 79 anos, Ilda tinha 41 quando seu marido foi morto por agentes da Operação Bandeirantes (Oban). Na época conhecido como Jonas, Virgílio foi preso por ter participado do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969.

Ansiosa pela identificação dos restos mortais do marido, Ilda acompanha frequentemente os trabalhos de investigação. Entretanto, confessa que ainda não sabe o que fará caso as suspeitas dos investigadores seja confirmada. “Só quero encontrar a ossada mesmo”, disse. “Depois, vou pensar no que vamos fazer.”

Ilda conta que os quatro filhos que teve com Virgílio já colheram amostras de sangue para exames de DNA que podem ajudar no reconhecimento do corpo.

Weichert afirmou que não há previsão para o fim dos trabalhos de identificação das ossadas existentes no cemitério. Ilda, contudo, não dá sinais de desistência. Quer saber onde está seu marido para, pelo menos, dar satisfações a seus filhos mais novos, que eram bebês quando Virgílio morreu e não se lembram do pai. “A esperança é a última que morre”.

ENEM 2010: UNE e UBES concordam com decisão da justiça, mas ainda estão preocupadas com os prejudicados


Central de atendimento, criada no início da semana, atendeu até o final desta sexta-feira (12) o total de 1519 reclamações sobre o Exame. Foram contatos de todo o Brasil

A maior parte vem do Sudeste (50%), seguido por estudantes do Sul (23%). Da região Nordeste do país foram 20% do total, do Centro-Oeste 6% e do Norte 1% das ocorrências. Inversão de gabarito, falhas de impressão na prova amarela e tumultos durante o exame foram as principais queixas recebidas pela central. As 1.519 denúncias recebidas até as 18h desta sexta-feira abarcam as seguintes reclamações: 

-       em relação ao gabarito invertido
-       em relação a falhas na prova amarela
-       queixas de tumultos durante a prova
-       despreparo dos fiscais que estava aplicando as provas
-       uso de materiais proibidos pelo edital do exame (celular, lápis relógios e outros)

Posição da UNE e da UBES sobre o Enem
 
A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) concordaram nesta sexta-feira (12) com a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região de derrubar a liminar que suspendia o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). 

Para as entidades estudantis, a anulação do Exame iria prejudicar milhões de estudantes que fizeram a prova em condições adequadas. A proposta da UNE e da UBES, inclusive levada ao ministro Fernando Haddad em reunião realizada ontem (11) em Brasília, é a de que seja feito um novo ENEM opcional para que nenhum estudante seja prejudicado.

No encontro com o ministro, as entidades exigiram que fiquem claros quais os critérios serão usados para avaliar se um estudante vai poder ou não refazer a prova. Ficou também marcada uma nova reunião para a próxima semana.

“Vamos esperar até semana que vem. Vamos dialogar e avaliar a proposta do MEC, mas se ela não atender a todos os prejudicados, a UNE e a UBES não aceitarão. Queremos que nenhum estudante seja lesado”, disse Chagas.

Na próxima reunião, as entidades estudantis e o MEC também irão dar início a conversas sobre reformulações no ENEM 2011. Algumas idéias como o Exame ser seriado ou realizado mais de uma vez anualmente estarão em discussão.

Para o presidente da UBES, Yann Evanovick, "defender o enem é antes de tudo, corrijir seus erros".  "O Enem deve se consolidar na direção da democratização da universidade brasileira. O exame é também fundamental na construção do Sistema Nacional de Educação", afirmou Yann.

Entenda o cancelamento da anulação do ENEM

O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, acolheu recurso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, e sustou, na manhã desta sexta-feira (12) liminar que impedia o instituto de dar prosseguimento ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. A interrupção do exame fora determinada pela juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara do Ceará.

Gurgel de Faria atendeu o pedido formulado pelo Inep, responsável pelo Enem, na suspensão de antecipação de tutela nº 4208-CE. O magistrado ressaltou que a suspensão de um exame que envolve mais de três milhões de estudantes traria grandes transtornos aos organizadores e candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de educação superior que pretendem usar as notas do exame em seus processo seletivos. Portanto, havia risco de grave lesão à ordem administrativa.

O desembargador destacou, ainda, a possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário — aproximadamente R$ 180 milhões —, decorrente da contratação da logística necessária à realização de novo exame. Segundo ele, a decisão da juíza Karla Maia, baseada “em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a dois mil estudantes”, prejudicaria todos os demais, o que afrontaria o princípio da proporcionalidade.

Central de atendimento

O telefone da central de atendimento da UNE e da UBES não funcionará no final de semana. Para  reclamações e denúncias utilize o email enem2010@une.org.br . A partir de terça-feira (16) o atendimento pelo telefone (11) 2771.0792 voltará à normailidade (das 9h às 17h).
 
segunda-feira, 8 de novembro de 2010

UNE e UBES criticam erros do Enem e lançam central de denúncias e reclamações


Após série de problemas serem identificados no Exame Nacional  do Ensino Médio (Enem) 2010, a União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas lançaram nota oficial com o posicionamento das entidades diante dos casos ocorridos

Na nota oficial, a UNE a UBES lamentam a forma como o MEC tratou o corrido pela rede social Twitter, critica a troca de gabaritos e as falhas nas impressões, exigem a imediata retratação pública do Ministério da Educação e a garantia de que os estudantes prejudicados possam refazer o exame.

Além disso, a UNE e a UBES lançaram também uma central de denúncias para que o estudante lesado possa fazer sua reclamação. A central vai funcionar pelo e-mail enem2010@une.org.br e pelo telefone  11 2771.0792, das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. “A partir desse levantamento é que as entidades estudantis irão identificar possíveis medidas individuais ou coletivas ou outros posicionamentos a serem tomados frente ao Enem 2010”, diz trecho da nota que segue abaixo:


NOTA OFICIAL - UNE E UBES SE POSICIONAM SOBRE O ENEM 2010

Diante dos problemas ocorridos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 e da comunicação do MEC feita pelo Twitter (“Alunos q já ‘dançaram’ no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los”), a UNE e a UBES se manifestam oficialmente:

É lamentável que o Ministério da Educação (MEC) tenha usado umas das mais importante redes sociais da atualidade, o Twitter, não para esclarecer e informar a respeito dos lapsos ocorridos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 e, sim, para criar um clima de perseguição na internet. A inversão dos gabaritos e provas com falhas de impressão foram dois dos principais problemas que sabemos até o momento prejudicaram milhares de estudantes em todo o Brasil. Dessa maneira, a UNE e a UBES exigem:

1. A imediata retratação pública do MEC e a responsabilização do autor da frase escrita no Twitter oficial da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação. A UNE e a UBES não aceitam qualquer tipo de ameaça aos estudantes brasileiros.

2. O imediato e minucioso diagnóstico do Ministério da Educação sobre os problemas ocorridos e o exato número de estudantes prejudicados.

3. A imediata decisão por parte do MEC de que os estudantes prejudicados terão o direito de realizar um novo exame.

Esses são os passos mínimos e gestos iniciais que o MEC deve atender para que a credibilidade do Enem 2010 seja garantida. A UNE e a UBES ainda fazem questão de esclarecer:

Não nos somamos  àqueles que se utilizam dos problemas para descredibilizar o Enem. Na opinião da UNE e da UBES, o Enem deve se consolidar na direção da democratização da universidade brasileira como são os casos do ProUni e da seleção de dezenas de universidades federais pelo país, superando o velho modelo do vestibular, cruel método de acesso ao ensino superior no pais. O Enem é também elemento fundamental na construção do Sistema Nacional da Educação. Defender o Enem é, antes de tudo, corrigir os seus erros.


UNE e UBES lançam canal de denúncias e reclamações

Para que os estudantes lesados possam fazer suas reclamações e compartilhar os problema enfrentados no Enem 2010, a UNE e a UBES lançaram uma central de denúncias pelo e-mail enem2010@une.org.br e, também, pelo telefone 11 2771.0792. A central vai funcionar das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. A partir desse levantamento é que as entidades estudantis irão identificar possíveis medidas individuais ou coletivas ou outros posicionamentos a serem tomados frente ao Enem 2010.
 
terça-feira, 2 de novembro de 2010

Emir Sader: o pós-Lula é Dilma


Os brasileiros decidiram que depois do Lula querem a continuação e o aprofundamento do seu governo. Preferiram a Dilma – a coordenadora e responsável central pelo desempenho ascendente dos últimos cinco anos do governo, que desemboca no recorde de 83% de apoio e 3% de rejeição – para sucedê-lo.


Por Emir Sader, em seu blog.

O dilema colocado pelas eleições brasileiras era a definição sobre se o governo Lula seria um parêntese na longa história de dominação das elites no país ou se se constitui numa ponte para sair definitivamente do modelo herdado e construir um Brasil solidário, justo e soberano. 

Triunfou esta via, pelo voto majoritário dos brasileiros, prioritariamente os dos beneficiários das políticas sociais que caracterizam o governo de Lula: os mais pobres, os que vivem nas regiões tradicionalmente mais pobres – o norte e o nordeste do Brasil.

Foi um voto claramente direcionado pela prioridade do social que caracterizou centralmente o governo Lula. No país mais desigual do continente mais desigual, a maior transformação que o Brasil viveu nestes oito anos foi a diminuição da desigualdade, da injustiça, como resultado das políticas sociais do governo. Nunca havia acontecido, seja em democracia ou em ditadura, em ciclos expansivos ou recessivos da economia. Aconteceu agora, de forma contundente, transferindo para o centro da pirâmide de grupos na distribuição de renda, a maioria dos brasileiros.

Esse foi o fator decisivo para que, mesmo tendo praticamente toda a imprensa, em bloco, militantemente, contra seu governo e sua candidata, Lula e Dilma saíram vencedores.

A oposição, derrotada na comparação dos dois governos, buscou um atalho para chegar por outra via aos setores da população: a questão do aborto, valendo-se dos preconceitos reinantes e da ação de religiosos.

Conseguiram um sucesso efêmero, que levou a eleição para o segundo turno, mas, uma vez que a política voltou ao centro da campanha, a comparação entre os dois governos e a condenação das privatizações levaram à vitória da Dilma.

Que representa não apenas a eleição da primeira mulher presidente da República, mas também de uma militante da resistência contra a ditadura, presa e torturada pelo regime militar. Que representa o primeiro presidente que consegue eleger seu sucessor.

Depois da reeleição de Evo Morales e de Pepe Mujica sucedendo a Tabaré Vazquez, o Brasil se soma ao grupo de países que reafirmam o caminho da integração regional e não do TLC com os EUA, da prioridade das políticas sociais em relação ao ajuste fiscal, com Dilma sucedendo a Lula.

O povo brasileiro decidiu, em meio a fortes pressões do monopólio privado da mídia e de forças obscurantistas, que o pós-Lula terá na Presidência do Brasil aquela que Lula escolheu para sucedê-lo, para continuar e aprofundar as transformações que tem feito o Brasil ser um país mais justo, solidário e soberano.

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Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.

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