domingo, 12 de dezembro de 2010

A solidariedade como um principio básico da cidadania


Estou no final de período da faculdade, e sabem como é né? São várias provas e trabalhos, tudo isso para recuperar nota e conseguir passar. Nessa semana passada fiz uma redação para o meu professor de Ciência política, apesar de como de costume ter feito em cima da hora, gostei do texto e decidi publicá-lo aqui no blog. Bom, o meu professor também gostou, afinal, eu passei na matéria.

Redação:
A solidariedade como um principio básico da cidadania

Na medida em que a humanidade tem se desenvolvido, ela tem pautado a necessidade da vida coletiva, todas as vezes que os homens mudaram a forma como se organiza a sociedade e o seu modelo econômico, eles o fizeram aprofundando também a idéia de liberdade, e de solidariedade entre seus pares.

O desenvolvimento das forças produtivas e das relações de trabalho tem levado cada vez mais a humanidade a se aglutinar em grandes centros habitacionais. Essa proximidade entre as pessoas exige o desenvolvimento de uma maior solidariedade entre elas, ela se torna uma das formas mais elevadas de expressão da cidadania. A solidariedade dentro deste contexto reflete, ao mesmo tempo em que é produto, do grau de comprometimento dos indivíduos que compõe a sociedade com o bem comum da mesma.

É importante observarmos que as relações de trabalho influenciam diretamente na existência da solidariedade entre as pessoas, na medida em que se promove, no capitalismo por exemplo, uma cultura de competição em detrimento do bem comum, e relações de exploração entre os indivíduos da sociedade, se está atacando a cultura de solidariedade que já existe nas pessoas, basta observarmos os efeitos que os ideais neoliberais produziram no Brasil e produzem em vários locais do mundo.

A solidariedade não se contradiz necessariamente com as necessidades individuais de cada um, muito pelo contrário, quando os interesses individuais não se sobrepõem aos interesses do coletivo, como já foi dito, a solidariedade entre as pessoas se torna uma forma de enaltecer o bem comum ao tempo que se compreende as dificuldades e limitações de cada individuo.

Não podemos conceber a construção de uma nação soberana sem a mais elevada expressão da cidadania, e não podemos conceber a realização dessa cidadania sem a superação de ideais individualistas e sem fortalecermos a solidariedade entre as pessoas.

Dessa forma, fica evidente que o desenvolvimento de uma solidariedade plena não pode coexistir com o modelo de produção capitalista. A edificação de uma sociedade, que não exclua os interesses individuais, mas que eleve os interesses coletivos, onde as relações de trabalho não sejam constituídas da exploração de iguais, mais sim da colaboração entre iguais, é sem duvida o tipo de sociedade em que poderemos confundir solidariedade com socialismo.

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Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.
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