domingo, 22 de abril de 2012

Apoio dos comunistas a países irmãos!



A Comissão Política Nacional (CPN) do Partido Comunista do Brasil (PcdoB) se reuniu nesta última quinta feira (19), dentre as discussões foram aprovadas três resoluções que ao meu ver possuem um significado importante e demonstram o internacionalismo proletário exercido pelo partido. Elas tratam sobre a nacionalização do petróleo na Argentina, a liderança de Chávez nas eleições presidenciais da Venezuela, a proclamação do Estado da Palestina pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a soberania da Síria e Irã.

Os três documentos produzidos devem ser divulgados e utilizados como orientação pela militância comunista na luta pela paz e contra as guerras imperialistas. São eles:

Sobre a nacionalização da YPF da Argentina



A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil congratula-se com o governo da Presidenta Cristina Kirchner pela justa e oportuna iniciativa de nacionalizar sua Yacimientos Petroliferos Fiscales, a YPF.

Ressaltamos que, com este gesto, a Nação argentina recupera seu principal instrumento para o exercício da soberania na área petrolífera, que é exatamente a YPF, a primeira estatal criada no mundo, pela Argentina.


O Brasil está com Chávez. O PCdoB está com Chávez!

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) se regozija pela liderança do presidente Hugo Chávez na campanha pela reeleição nas eleições presidenciais de sete de outubro de 2012 e faz votos de que o nosso povo irmão da Venezuela se defina pela continuidade do processo de mudanças em curso no país. Ao mesmo tempo, felicitamos o presidente venezuelano pelos progressos na recuperação de sua saúde.

Uma nova vitória do presidente Chávez em outubro aprofundará o caminho revolucionário e a perspectiva de construção do socialismo na Venezuela; manterá a ativa postura venezuelana em defesa da integração latino-americana e caribenha e de uma nova ordem internacional; ajudará a frear as pressões imperialistas sobre nosso continente.

A vitória do candidato opositor, conhecido provocador por ocasião da tentativa de golpe de Estado de 2002, ao contrário, geraria toda sorte de retrocessos e revanchismo de classe para com os trabalhadores e o povo venezuelano e alinharia o país ao imperialismo estadunidense. Nada mais artificial é a tentativa deste senhor de propor um “modelo brasileiro” para a Venezuela, farsa que suas posições direitistas e na verdade, pró-estadunidenses, tratarão de negar.

Nessa direção, apoiamos o governo brasileiro da presidenta Dilma em sua aliança estratégica com a República Bolivariana da Venezuela, e conclamamos ao alargamento dos múltiplos projetos de cooperação em andamento entre o Brasil e a Venezuela. E nos somamos à iniciativa “O Brasil está com Chávez”, deflagrada recentemente pelas forças democráticas e progressistas brasileiras.

O Brasil e o PCdoB estão com Chávez para uma grande vitória em sete de outubro!


Promover no Brasil a solidariedade ativa aos povos da Síria, Irã e Palestina

A situação no Oriente Médio é cada vez mais tensa e não se pode descartar conflitos maiores e guerras regionais. Nos últimos meses deu-se uma escalada de agressões e ameaças contra a Síria e o Irã, e intensificou-se a repressão contra o povo palestino.

O povo e o governo da Síria resistem a um intenso ataque de grupos oposicionistas mercenários, armados pelos EUA, pela Turquia e pelas monarquias reacionários do Golfo Pérsico. A despeito da guerra de informações travadas sobre o que acontece na Síria, a resistência patriótica e antiimperialista síria vêm conseguindo controlar a situação em seu país.

O Irã sofre crescentes pressões e forte bloqueio econômico dos EUA e da União Européia, e mesmo diante de sérias ameaças de ataque aéreo por parte de EUA e Israel, o Irã não desiste de sua decisão soberana de prosseguir em seu programa nuclear para fins pacíficos.
 
É nesse cenário que aparecem novos sinais de contestação real dos interesses imperialistas dos EUA e seus aliados da OTAN. Surgem aos poucos novos pólos objetivamente contra-hegemônicos, a exemplo da Rússia e da China, que vem afirmando os direitos de soberania da Síria e rechaçando a tese de substituição da soberania do povo sírio por “ingerência humanitária”.

Desde que a Rússia e a China exerceram o corajoso veto a uma resolução contra a Síria apresentada pelos EUA no Conselho de Segurança da ONU em fevereiro passado, uma nova situação foi sendo criada na região e particularmente com relação ao conflito na Síria. Se por um lado o chamado Conselho Nacional Sírio não controla uma parte do território sírio, não tem unidade e nem apoio popular suficiente, por outro se a resolução proposta pelos EUA fosse aprovada pela ONU, a OTAN atacaria fortemente a Síria e poderia ocorrer algo similar ao que ocorreu na Líbia. Por enquanto esses planos de guerra aberta e frontal foram contidos.

As reformas que tem sido feitas na Síria são importantes. A nova Constituição, cujo referendo popular atingiu a aprovação de mais de 85%, tem a marca da pluralidade ideológica. Aos oito partidos existentes, que integram a Frente Nacional Patriótica, vários outros estão sendo legalizados, a maioria de oposição. E participarão de eleições no próximo mês de maio.

Fazer reformas democráticas e ampliar a participação popular na Síria ou em qualquer país árabe nunca foram os objetivos dos EUA, da Turquia e das monarquias da Arábia Saudita e Catar. No caso das monarquias do Golfo, que reprimem duramente protestos populares em seus países, não há sequer parlamentos funcionando. O grande objetivo mesmo destes verdadeiros inimigos do povo sírio é desencadear uma guerra sectária generalizada em solo sírio, instalar um estado islâmico, abolir o Estado laico, e substituir o atual regime sírio por outro pró-imperialista, confiável aos EUA e a Israel.

Nesse contexto, uma agressão externa aberta contra a Síria ainda é possível, e crescem as ameaças à soberania iraniana. O programa nuclear do Irã é o pretexto para a possível agressão imperialista. Os iranianos têm direito de seguir seu programa nuclear, semelhante ao do Brasil, para fins pacíficos, em áreas como energia e medicina. Várias agências de inteligência e segurança, inclusive dos EUA, atestam que não há fabricação de bomba nuclear alguma no Irã.

Em meio a esses conflitos na região, continua a luta pela implantação do Estado da Palestina, para que a ONU admita e proclame a Palestina como seu 194º Estado-membro. E, não por acaso, a Síria e o Irã apoiam com toda a firmeza a causa palestina.

Diante da atual situação no Oriente Médio, a Comissão Política Nacional do PCdoB, reunida no dia 19 de abril de 2102, decide conclamar a sua militância a uma solidariedade ativa, nas ruas, nos parlamentos brasileiros, na mídia alternativa e onde for possível, a manifestar nossa posição pela paz e contra as guerras imperialistas:

1.            Reafirmarmos nosso apoio ao povo e ao governo da Síria em sua luta pela independência e soberania nacional, pela sua integridade territorial e contra a ingerência imperialista. Apoiamos as reformas democráticas e progressistas em curso na Síria, e uma solução pacífica para o conflito.

2.            Defendemos a soberania e o direito do povo iraniano de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos.

3.            E lutamos pela aprovação urgente, no âmbito da ONU, do Estado da Palestina.

Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB


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Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.
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