segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Marcelo Adnet solta o verbo e ironiza eleitores elitistas na MTV
11:11
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O comediante Marcelo Adnet, em seu programa Comédia MTV, ironiza parcela do eleitorado de José Serra nas eleições 2010, que se destacou por suas opiniões preconceituosas. O quadro passou no programa do dia 10 de novembro de 2010 e expoõe a elite que odeia o Brasil, mora em Miami e não suporta pobres.
Fonte: TV Vermelho
sábado, 27 de novembro de 2010
OTAN, EUA e o escudo nuclear: o espaço da hegemonia
17:42
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Por Cristina Soreranu Pecequilo
No caso do escudo antimisseis, observa-se a mudança mais significativa da administração Obama: a promessa da retomada da construção e instalação do escudo, com implicações óbvias para os arsenais chinês e russo, e não só para as ameaças “oficiais” iraniana, norte-coreana e mesmo de terroristas que poderiam obter armas ilegalmente. Em março/abril, Obama e Medvedev tinham chegado a um acordo para a suspensão da instalação, devido ao interesse norte-americano em contar com o apoio russo às sanções contra o programa nuclear iraniano. No entanto, o rechaço à suspensão do escudo, na OTAN e em casa, levou ao anúncio da reativação do projeto.
Em meio às turbulências externas e internas da economia e da política norte-americanas, a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realizada em Lisboa nos dias 19 e 20 de novembro de 2010, e a reunião do Conselho OTAN-Rússia, representaram uma inflexão para a administração de Barack Obama. Três dimensões puderam ser identificadas nestes eventos: o lançamento de novas diretrizes estratégicas; a tentativa de dar continuidade a políticas de 2009/2010 e o atendimento de demandas republicanas.
Sem sucesso, Obama e diversos líderes europeus utilizaram o evento como cortina de fumaça frente os problemas econômicos e para manter seus compromissos na OTAN, em particular a Guerra do Afeganistão, cujo custo doméstico é elevado. Para isso, as “grandes” questões temáticas da Cúpula, o lançamento do “Novo Conceito Estratégico da OTAN” e do “Novo Conselho OTAN-Rússia”, buscaram ser definidas como históricas.
Entretanto, estas abordagens não trouxeram novidades. Tomando como base o “Novo Conceito Estratégico”, observou-se a reafirmação do papel global além do espaço geográfico (operações out of area) e a modernização da aliança.
Tais mecanismos já constavam das revisões anteriores de 1991 e 1999, marcos da transformação da instituição no pós-Guerra Fria. Em 1999, ano da operação militar em Kosovo, foi iniciado o processo de expansão ao Leste Europeu, que, em duas ondas, 1999 e 2002, completou-se. Diferente de outras alianças que simplesmente definharam ao atingir seu objetivo principal, a OTAN reinventou-se a partir do fim da contenção da URSS, ampliando sua missão além de suas fronteiras e seu discurso pró-democracia.
Mesmo os que se declaram isolacionistas ou unilateralistas nos EUA acreditam que a OTAN possui papel relevante. Além de representar a unidade do eixo ocidental, a aliança sustenta-se nesta trajetória de “sucesso”. Mais do que uma organização militar de segurança coletiva, que visava defender-se de um inimigo, desde o tempo da bipolaridade, a instituição foi apresentada como sustentáculo da democracia e do capitalismo na Europa Ocidental, i.e, do modelo liberal contraposto ao socialista-comunista. Militarmente, ela foi, e é, funcional para os interesses dos EUA, mas também europeus ocidentais, apesar das criticas eventuais.
A organização preserva o continente de custos e ônus econômicos e políticos. Mesmo em momentos de maior tensionamento como nos anos 1960 (França) e a Guerra do Iraque em 2002/2003, na qual EUA-Grã-Bretanha e os novos membros da Europa Oriental apóiaram a invasão, enquanto Alemanha e França mantiveram-se no “Eixo da Paz”, chegou-se a uma acomodação. Para o Leste Europeu, ela é a Cortina de Ferro sob outro signo, o da proteção diante do revisionismo russo, e, para as antigas repúblicas soviéticas um alvo almejado, mas que dificilmente será conquistado sem forte reação de Moscou.
Padrão similar observou-se na reunião do Conselho OTAN-Rússia, visando a construção da “Parceria Estratégica”. Em retrospecto, este foi seu terceiro lançamento, antecedido por 1999 e 2002. Em 1999 e 2002, as tentativas fracassaram por ações unilaterais norte-americanas que afastaram a Rússia das negociações, a Guerra de Kosovo e a Guerra do Iraque, respectivamente. No atual contexto o risco é similar, uma vez que os EUA demonstram sinais confusos em alguns compromissos negociados bilateramente. Dentre estes, menciona-se o “novo START”, Tratado de Redução de Armas Estratégicas, assinado em 2010 na cúpula bilateral Obama-Medvedev, que se compromete com a redução significativa de ogivas e de mísseis balísticos intercontinentais; as negociações “rumo ao zero” para o banimento de armas nucleares; e a instalação do escudo antimisseis no continente europeu.
Nestas dinâmicas, inserem-se as dimensões da continuidade (ou não) da agenda e as demandas republicanas. Tanto o “Novo START” quanto o “rumo zero” já sofriam inúmeros questionamentos, uma vez que eram considerados políticas de fraqueza diante dos Estados “bandidos”, Irã e Coréia do Norte. Os dois países continuaram desenvolvendo seus arsenais e a Coréia do Norte detém comprovada capacidade nuclear, mesmo com as pressões da comunidade internacional e as Conversações das Seis Partes (EUA, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão, Rússia e China). Ainda para ser votado no Congresso, o novo START pode ser revisto ou bloqueado, prática comum do Senado norte-americano.
No caso do escudo antimisseis, observa-se a mudança mais significativa da administração Obama: a promessa da retomada da construção e instalação do escudo, com implicações óbvias para os arsenais chinês e russo, e não só para as ameaças “oficiais” iraniana, norte-coreana e mesmo de terroristas que poderiam obter armas ilegalmente. Em março/abril, Obama e Medvedev tinham chegado a um acordo para a suspensão da instalação, devido ao interesse norte-americano em contar com o apoio russo às sanções contra o programa nuclear iraniano no CSONU. O impasse, contudo, permanece, contando com a resistência da China, e o pendor unilateral dos EUA no tema. Mesmo a Turquia, membro da OTAN, que negociou com o Brasil o Acordo Tripartite com o Irã, foi criticada por sua iniciativa de apaziguamento.
O rechaço à suspensão do escudo, na OTAN e em casa, levou ao anúncio da reativação do projeto. Apesar da Rússia negar que isso levaria a tensões renovadas, mantendo a pauta do presente Conselho OTAN-Rússia é preciso observar como o tema afetará as relações bilaterais de forma abrangente. A postura russa é de pragmatismo, consciente da impossibilidade de confrontar os EUA e a OTAN, mas preparado para a consolidação de alternativas via Organização de Cooperação de Xangai (OCX) e BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
Embora para os democratas o escudo não seja central, tendo sido abandonado pelo governo de Bill Clinton (1993/2000), para os republicanos sua prioridade é alta desde seu surgimento na Guerra Fria com Ronald Reagan (1981/1988), na forma da Iniciativa de Defesa Estratégica (IDE), conhecida como “Guerra nas Estrelas”. Para muitos, foi a sombra do IDE um dos principais responsáveis pela aceleração do colapso soviético. A administração W. Bush (2001/2008) recuperara o programa como Teatro de Defesa de Mísseis (TMD). Nos cálculos da Casa Branca, ceder ao TMD envolve a aproximação com os republicanos para a aprovação do pendente START e para a continuidade da missão no Afeganistão desenhada pela Casa Branca: a ofensiva em 2010, o início do desengajamento em 2011 e o término do conflito em 2014. Resta aguardar se estas “trocas” políticas terão o efeito desejado, ou se no setor estratégico observar-se-á um recrudescimento do unilateralismo.
Mais importante do que estas táticas compensatórias, é a contínua percepção de que entre as instituições multilaterais, a OTAN continua sendo um dos poucos consensos remanescentes na agenda externa e espaço preferencial do exercício da hegemonia. Enquanto em outras esferas político-econômicas-sociais a projeção da liderança encontra-se limitada por seu declínio relativo, a ascensão de novos pólos e perda de vigor, na aliança transatlântica prevalece o poder militar norte-americano, sem diluição e sem, na maioria das vezes, contestação.
*Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Fonte: Fundação Maurício Grabois
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Perigo de guerra: Coreias entram em choque
15:00
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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião em caráter de urgência para tratar dos recentes disparos entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, informou uma fonte diplomática francesa nesta terça-feira(23). A reunião deve ocorrer em um ou dois dias.
"Está em preparação uma reunião urgente do Conselho. A França é a favor da mesma", disse a fonte, que deu as declarações sob condição de anonimato.
Nas primeiras horas desta terça-feira, as agências internacionais, reproduzindo acusações do governo da Coreia do Sul, divulgaram informações acusando a República Popular Democrática da Coreia de ter realizado disparos contra a ilha sul-coreana de Yeonpyeong e em águas fora da costa oeste da Península Coreana, numa fronteira marítima permanentemente tensa.
Informa-se que duas pessoas morreram e 13 foram feridas. A população Yeonpyeong está sendo transferida para os abrigos.
Segundo as agências de notícias, a Coreia do Sul também realizou disparos e a região se encontra em estado de alerta elevado.
Um porta-voz da chancelaria chinesa disse que a China tem acompanhado relatos sobre o suposto ataque e instou as partes envolvidas a tomar atitudes que conduzam à paz e estabilidade.
"Estamos preocupados com a questão e a situação real precisa ser confirmada", disse o porta-voz chinês, Hong Lei. Também a Rússia manifestou a preocupação de que a crise entre os dois lados da Península Coreana leve a uma escalada militar na região e pediu que as disputas entre os dois países sejam resolvidas exclusivamente por meios diplomáticos.
Acusações das potências imperialistas
Por sua vez, a ministra de Relações Exteriores francesa, Michele Alliot, pediu por meio de comunicado que a Coreia do Norte "acabe com as provocações".O governo dos EUA afirmou que o país "condena com veemência" o ataque da Coreia do Norte contra a ilha de Yeonpyeong, da Coreia do Sul, e que está "fortemente comprometido" com a defesa de Seul. A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, também "condenou firmemente" o ataque, assim como o governo do Reino Unido. "Estamos em contato contínuo e próximo com nossos aliados coreanos", acrescenta a nota. "Os EUA condenam este ataque e pedem à Coreia do Norte que suspenda sua ação bélica e cumpra totalmente os termos do Acordo de Armistício".
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, recomendou as autoridades do governo que estejam preparadas para qualquer desdobramento do conflito na península coreana.
Posição da Coréia do Norte
O governo da Coreia do Norte afirmou que a Coreia do Sul disparou primeiro no confronto de hoje entre militares dos dois países. numa região de fronteira. Os norte-coreanos dizem que revidaram ao ataque, ao contrário do que foi informado mais cedo por agências de notícias do país vizinho.
Militarismo, pressões e sanções
Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde que a Guerra da Coreia (1950-1953) foi encerrada pelo armistício em vez de um tratado de paz. Desde então, o acirramento das tensões entre as duas nações asiáticas é frequente.
Um dos episódios mais recentes dos atritos entre os países foi o afundamento do navio sul-coreano Cheonan. Seul acusa Pyongyang de estar por trás do ataque, que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte, por sua vez, não só nega a acusação, como a devolve, acusando o governo de Seul de ser o responsável pelo afundamento do Cheonan.
A Península Coreana é um dos lugares mais tensos do mundo. Os Estados Unidos mantêm no território da Coréia do Sul bases militares com cerca de 30 mil soldados. Ali estão instaladas também mais de uma centena de ogivas nucleares, todas apontadas para a Coréia do Norte, além de terem como alvo a China e outros objetivos militares na Ásia.
Regularmente os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizam exercícios militares nas proximidades da fronteira marítima, em verdadeiros atos de provocação, ameaça e intimidação à Coréia do Norte. Tais exercícios geram situações de insegurança e propiciam o surgimento de incidentes como o desta terça-feira, além de trazerem instabilidade a toda a região asiática.
A República Popular Democrática da Coreia é alvo de pressões também relativamente à questão nuclear e encontra-se sob sanções da ONU, urdidas pelo imperialismo norte-americano, que de maneira hipócrita combina um discurso aparentemente diplomático com acusações e ameaças.
Nesta segunda-feira (22), o principal comandante militar dos EUA, almirante Mike Mullen, disse que a revelação sobre a planta nuclear norte-coreana, feita no último sábado (19) pelo cientista norte-americano Siegfried Hecker mostra que o regime norte-coreano é "muito perigoso". "Mais uma vez a Coreia do Norte segue um caminho desestabilizador para toda a região", disse Mullen à CNN.
De acordo com ele, a posição dos EUA é de que o governo de Pyongyang segue seu caminho na busca de "armas nucleares adicionais". "Há muito tempo que me preocupa a instabilidade na região e, francamente, a Coreia do Norte está no centro de tudo isto", acrescentou.
Os EUA pretendem usar o relato de Hecker para tentar colocar em Pyongyang a pecha de que viola resoluções da ONU. O Japão qualificou a novidade como "absolutamente inaceitável", enquanto os sul-coreanos expressaram "graves preocupações".
O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, também fez na última segunda-feira declarações ameaçadoras à Coréia do Norte.
Fonte: www.vermelho.org.br
Brasil critica os Estados Unidos em reunião da OIT
14:50
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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, criticou nesta terça-feira (23) os EUA por manter uma política nociva para os países em desenvolvimento. A crítica foi apresentada em uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No simpósio de cooperação Sul-Sul para o desenvolvimento, promovido pela agência, o diplomata defendeu as nações que usam políticas de controle de capital.
Ele acusou Washington de se queixar das supostas moedas desvalorizadas, enquanto implementa medidas prejudiciais aos países em desenvolvimento, como a recente injeção de 600 bilhões de dólares na sua economia.
Na última reunião dos 20 países mais ricos e as economias emergentes (G-20), houve um aspecto positivo, que foi o reconhecimento de que as nações emergentes e em desenvolvimento têm o direito de evitar os prejuízos da guerra fiscal, disse ele.
O chanceler brasileiro também se reuniu com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, na sequência da sua participação no simpósio. Eles concordaram sobre a necessidade de retomar as negociações da Rodada de Doha, lançada em 2001, que foram paradas pela postura pouco construtiva das principais potências comerciais do Ocidente.
Fonte: Prensa Latina
Tradução: Luana Bonone
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- Naldo
- Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.
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