segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Comissão Política do PCdoB se reúne em Alagoas


Dando prosseguimento às deliberações da última reunião da Direção Estadual do PCdoB, a sua Comissão Política reuniu-se nessa quinta-feira, 27/01, e começa a detalhar e encaminhar o projeto do partido para 2012.

O projeto do PCdoB em Alagoas passa fundamentalmente pela análise da atuação das diversas Comissões e Diretórios municipais, e em especial a orientação dessas Comissões durante o pleito de 2010, mas não somente, como elemento importante para que se possam balizar as ações futuras dos comunistas nos diversos municípios do Estado.

Em decorrência disso a Comissão Especial de Organização composta por membros da Comissão Política começou a fazer um detalhado estudo sobre a renovação de diversos diretórios ou comissões provisórias no Estado de Alagoas.

Também se procedeu a uma análise da realidade política estadual em consonância com o quadro nacional e reafirmou-se a linha geral política a ser adotada em 2011 e orientações tendo em vista a grande batalha institucional eleitoral que será travada nos municípios alagoanos.

Reafirmou-se a oposição ao governo do Estado e ao governo Teotônio Vilela Filho do PSDB. Como também a permanência da posição, já adotada anteriormente, de total independência em relação ao governo municipal do prefeito Cícero Almeida.

Definiu-se pela prioridade nas articulações políticas para com os partidos democráticos e progressistas em Alagoas tendo em vista tanto as lutas políticas imediatas como a formação de um campo mais geral para as futuras eleições para Prefeituras e Câmaras Municipais em 2012.

Reafirmou-se como imperiosa a construção organizativa e política e a unidade de ação dos comunistas alagoanos em todas as circunstâncias e em especial com relação aos embates eleitorais que fazem parte dos propósitos definidos e aprovados como importantes nas resoluções da última reunião da Direção Nacional do PCdoB.

De Maceió, Selma Villela.

Avós da Praça de Maio pedem que Dilma abra arquivos da ditadura


Em rápido encontro com as Mães e Avós da Praça de Maio, grupo de mulheres que cobram o paradeiro dos desaparecidos políticos na ditadura argentina, entre 1976 e 1983, a presidente Dilma Rousseff recebeu um apelo para que sejam abertos os arquivos do regime militar brasileiro.

A presidente do grupo Avós da Praça de Maio, Estela Barnes de Carlotto, responsável pelo pedido à mandatária brasileira, entregou a Dilma um lenço branco, símbolo do movimento, e um livro contendo fotos da ação militar nos anos de chumbo argentinos.
 
Carlotto, que tem defendido o resgate da "memória da ditadura" como forma de evitar regimes opressivos de governo, observou ainda ser necessário fazer um levantamento do número de desaparecidos políticos entre os anos de 1964 e 1985, época do regime militar no Brasil. "Compartilhamos com ela (Dilma) a história de seu país, ela que foi vítima da ditadura militar brasileira e sabe o que fala quando o tema é direitos humanos. Dilma fez a gentileza de pedir o encontro e compartilhamos com ela nossas histórias de vida, de luta, de busca da verdade", relatou.

As Mães e Avós da Praça de Maio, além de manter viva a memória dos desaparecidos políticos, têm se utilizado de cruzamento de informações e exames de DNA e, até o momento, conseguiram localizar 102 homens e mulheres que foram afastados dos pais militantes durante a ditadura.

Ao lado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, Dilma abraçou uma a uma as 23 mulheres que participaram do encontro e ouviu relatos sobre os desaparecidos políticos em território portenho.

Comércio

Em sua primeira viagem internacional desde a posse em 1º de janeiro, a presidente Dilma Rousseff desembarcou por volta de meio-dia, horário local (13h de Brasíia), em Buenos Aires. Sua visita de trabalho é, segundo autoridades brasileiras, uma demonstração da importância estratégica que tem a Argentina, principal parceiro comercial do governo brasileiro no Mercosul e um dos maiores no mundo, atrás somente de China e Estados Unidos.

O Brasil é o principal fornecedor e destino prioritário das exportações argentinas. Em 2010, o intercâmbio bilateral chegou a US$ 32,9 bilhões, com déficit de US$ 4,1 bilhões na balança comercial da Argentina com o Brasil.

Fonte: Terra
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ato cobra explicações do prefeito de Palmeira sobre aumento de 40% em sua verba de gabinete e cortes em áreas sociais


Depois de ter aumentado a verba de gabinete em 40% o prefeito de James Ribeiro em documento entregue as mãos do representante do ministério público tardiamente e em praça pública registrando a retirada de R$ 42.000,00 mil reais de sua verba de gabinete e destinando-a ao fundo de dos direitos da criança e do adolescente. Em entrevista em primeira mão a nossa rádio ele deixou claro que o valor devolvido é insatisfatório e deixou a conclusão de cada entidade envolvida no ato a liberdade de manifestar a sua posição. Conversando com Pastoral da criança, Diocese de Palmeira, Caritas, UBES, FUNDANOR, SINTEAL e conselho tutelar todos falaram em uma só voz que o que foi feito foi pouco mediante o que é necessário para ativar políticas públicas que verdadeiramente funcionem como devem.

A liderança da UBES em nosso estado fez uma nota que foi distribuída na cidade falando do descaso dos vereadores e prefeito em aprovar o orçamento participativo do município excluindo a sociedade civil organizada, exigindo ainda a anulação do orçamento e a construção de um novo com a participação popular na perspectiva de compensar os cortes nas áreas sociais.

“O lema do nosso país é Ordem e Progresso e é isso que se espera, se todo mundo fizer tudo ao seu bel prazer irá acontecer uma desordem geral, não é justo que se tire do fundo da criança e do adolescente uma quantia desse tamanho”, trecho da entrevista concedida por Josefa da Pastoral da Criança revoltada com a atitude do prefeito de retirar um valor alto de onde já não tem recurso para investir muito no que se sonha.

“Por falta de recursos até mesmo para abastecimento do carro deixamos inumeras das vezes de atender chamados e a população nos cobra o tempo todo solução”, destaca o presidente do Conselho Tutelar de Palmeira Tenório. O conselho não consegue atender a todos os pedidos, pois o número do contingente é pequeno e não temos verba suficiente para atender demanda, salientando as dificuldades enfrentadas em meio a cortes e o aumento dos chamados por grande desestruturação familiar, pelo alto índice de crianças e adolescentes envolvidos com drogas e prostiuição.

Essa é uma triste história que não tem um final feliz, esse episódio se encerra aqui, mas haverão infelizmente muitos capítulos a serem escritos e o desejo é que sejam felizes.

Por Landstayner Quintela

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Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.
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