quinta-feira, 10 de junho de 2010

Para hoje, para sempre... Gol histórico no dia da Copa! Vitória no Congresso Nacional! Aprovado os 50% do Fundo social do Pré-sal para a educação!


A quinta-feira já pensava em amanhecer na África do Sul, o país da Copa, na véspera da festa de abertura do maior evento esportivo do mundo. No Brasil, os estudantes acompanhavam atentos, como a um jogo da seleção, a votação no plenário do Senado Federal que adentrou a madrugada. Por volta das 3h da manhã do dia 10 de junho de 2010, após mais de 11 horas de discussões, os senadores aprovaram -por 38 votos favoráveis, 31 contrários e uma abstenção- a criação do Fundo Social do Pré-sal. O gol, de placa, que entrou para a história, veio com a aprovação da “emenda da UNE”, que determina que 50% dos recursos deste Fundo sejam destinados exclusivamente ao financiamento da educação pública superior e básica, área considerada pela entidade como estratégica para o desenvolvimento do país.

A vitória histórica dos estudantes foi fruto de ampla mobilização da UNE, UBES e ANPG. Desde o início da semana, diretores das entidades provocaram intenso corpo corpo junto aos parlamentares com objetivo de pressionar e cobrar o comprometimento de cada um com a educação brasileira. As entidades criticaram veementemente por meio de nota oficial o primeiro relatório divulgado na terça-feira, que descaracteriza o objetivo do Fundo Social ao propor que os recursos deveriam ser destinados a diversas áreas, sem dizer claramente qual a prioridade.

Durante toda a quarta-feira, os estudantes realizaram uma Blitz no Congresso Nacional para reverter a redação do projeto e garantir os 50%. As entidades desencadearam também uma “guerrilha virtual” por meio das redes sociais. Milhares de mensagens foram enviadas para todos os senadores via twitter, o que gerou o compromisso público de muitos deles com a votação favorável à emenda.

O presidente da UNE, que ficou até o fim da votação desta madrugada no Senado Federal conversando com os parlamentares sobre a importância dos 50% para a educação, celebra a vitória como uma conquista de todo o povo brasileiro. Para ele, a vitória não é penas desta geração. “Fiz questão de ficar até o último minuto da votação. Conversei com cada parlamentar. Mostrei a importância da nossa emenda para o futuro do nação. Fiquei realmente muito emocionado quando conseguimos a aprovação. É o sonho geracional de transformação do país. Vamos garantir para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos e toda uma geração de brasileiros e brasileiras um futuro promissor, com uma educação pública, gratuita e de qualidade”, disse. "Agora, vamos lutar da mesma forma e com muito mais mobilização em cada canto do Brasil pela promulgação da emenda".

terça-feira, 8 de junho de 2010

UJS Alagoas aprova apoio à Frente Popular e sai fortalecida de seu 10º Congresso


O Espaço Cultural Linda Mascarenhas recebeu nos dias 05 e 06 de junho os jovens participantes do 10º Congresso da UJS Alagoas. Foram dois dias de intensos debates, os quais giraram em torno do tema do 15º Congresso Nacional da UJS – Pra Ser Muito Mais Brasil.

O ato de abertura contou com a presença de representantes da CTB, Junior Pinheiro, e da UNEGRO, Gutemberg; das coordenadoras gerais do DCE da UFAL, Silvia Oliveira, e da UNEAL , Isabela Silva; da diretora da UNE, Cláudia Petuba e da UBES, Lindinaldo Freitas; e da Presidente Estadual da UJS Mirelly Câmara. O Congresso recebeu ainda os representantes da JPMDB e da JPPL.

Jovens de seis municípios chegaram a Maceió na manhã do dia 05. Após a apresentação das teses ao Congresso, feita pela Presidente Mirelly Câmara, foram iniciados os debates. O clima foi de animação e otimismo para enfrentar os próximos desafios da UJS, de construir um Brasil melhor e uma Alagoas desenvolvida. Foram realizados painéis com os temas “Transformar o Otimismo em Mobilização”, com Cláudia Petuba e “Soberania, Desenvolvimento Nacional e a construção do Socialismo no Brasil”, com o Professor Carlos Müller. Os GT´s foram realizados à noite, com temas diversos: Diversidade Sexual, Jovens Mulheres, Luta Anti-racista, Democratização dos meios de Comunicação e  Educação.

O segundo dia do congresso iniciou-se com a reunião das frentes de Movimento Estudantil Secundarista e Universitário e seguiu com um painel sobre Conjuntura Política na América Latina e no Brasil, com o vereador pelo PCdoB em Maceió, Marcelo Malta. O momento mais esperado foi o Ato Político, que apresentou o apoio da UJS-AL às candidaturas comprometidas com o avanço do desenvolvimento do Brasil e de Alagoas. Edvaldo Nascimento para Deputado Estadual, Cláudia Petuba para Deputada Federal e Eduardo Bomfim para Senador, todos do PCdoB, foram as candidaturas que receberam apoio dos jovens socialistas, além de Ronaldo Lessa, candidato da Frente Popular, que fará o contraponto aos tucanos na disputa para Governador. Participaram do Ato os representantes da CTB, Sinval Costa e da UNEGRO, Adriano Santos; o vereador Marcelo Malta (PCdoB); as coordenadoras do DCE da UFAL e da UNEAL, Silvia e Isabela, e o candidato a Reitor da Universidade Estadual, Jairo Campos. Os pré-candidatos Eduardo Bomfim e Cláudia Petuba também se fizeram presentes e discursaram.

Por fim, realizou-se a plenária final, que elegeu os delegados ao 15º Congresso Nacional da UJS e a nova Direção Estadual para conduzir a UJS no próximo período. “A nova Direção é marcada pela renovação e pela presença de mais de 50% de mulheres, o que é para nós motivo de muito orgulho. Aqui em Alagoas as mulheres da UJS dirigem os DCE´s da UFAL e da UNEAL, temos uma candidata à Câmara Federal que é da UJS, e agora nossa direção é de mulheres em sua maioria” comemora a presidente reeleita Mirelly Câmara.

Direção Estadual Eleita:
Anahí Bezerra
Claudia Petuba
Hugo Cavalcante
Jaffia Alves
Jorge Fernando
Junior Pinheiro
Laudemmy Layon
Leila Conceição Dias
Lindinaldo Freitas de Alencar
Maria Lucyelma da Silva
Maria Luiza
Mariana Tenório
Mirelly Câmara (Presidente)
Rafael Cardoso
Silvia Oliveira


 Fonte: Blog da UJS Alagoas
segunda-feira, 7 de junho de 2010

Chapa apoiada pela UJS indica coordenadoras no DCE/UFAL


Nos dias 25 e 26 de maio ocorreram as eleições do Diretório Central dos Estudantes Quilombo dos Palmares, da Universidade Federal de Alagoas. A chapa 1, movimento “Da Unidade Vai Nascer a Novidade” apoiada pela UJS, indicou as duas únicas mulheres dos cinco coordenadores gerais que encabeçam a diretoria do DCE, que é composta pelo critério da proporcionalidade.

Cláudia Petuba, estudante de Administração à distância e também diretora da UNE, e Silvia Oliveira, estudante de arquitetura do Campus Arapiraca, coordenadoras da nova diretoria do DCE da UFAL, indicadas pela chapa apoiada pela UJS, apresentam aqui as suas visões do processo eleitoral e da gestão que se inicia.

Após um longo período sem gestão, o DCE da UFAL tem sua diretoria renovada. Como vocês avaliam esse processo eleitoral?

Cláudia – Na minha opinião foi um processo muito positivo para o movimento estudantil na UFAL. As três chapas inscritas apresentaram suas ideias e opiniões e os estudantes puderam optar de forma democrática. Será a primeira gestão composta pelo critério da proporcionalidade, então todas as forças envolvidas precisam cooperar para que a gestão funcione e é assim que o nosso movimento pretende trabalhar. A UNE cumpriu papel destacado em todo o processo, visto que estava participando da comissão eleitoral e foi tema de debate em todos os espaços, nas salas de aula e nos debates entre as chapas. Podemos dizer que a UNE venceu as eleições do DCE na UFAL, visto que duas das três chapas eram apoiadas por forças que compõem hoje a UNE e as duas juntas angariaram 83% do total dos votos.

Silvia – Bem, já no Campus Arapiraca e Sertão o processo se deu de forma diferenciada. A nossa chapa foi a única que incluiu representantes de todos os Campi e Pólos da UFAL em Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo, Viçosa e Delmiro Gouveia, o que nos permitiu debater com mais gente e conhecer melhor o processo de interiorização da Universidade durante o processo. A nova configuração do DCE trouxe, além da Diretoria Executiva, as diretorias ampliadas, das quais participamos majoritariamente no Campus Arapiraca e com a indicação de todos os diretores do Campus Sertão. Mas não pretendemos fazer apenas discussões setorizadas, a Universidade é uma só, assim como o DCE.

Quais foram os principais temas de debates na campanha da chapa “Unidade”?

Cláudia: Procuramos apresentar aos estudantes o novo momento que a Universidade brasileira está passando a chamar a atenção para o papel de catalizador que o Movimento Estudantil deve assumir em relação a essas mudanças. No Brasil todo temos visto o crescimento da rede federal de ensino superior e é nosso dever lutar para que mais melhorias cheguem na nossa Universidade. O REUNI, por exemplo, trouxe alguns desses avanços, mas a sua implementação precisa ser acompanhada de perto pelo movimento estudantil, para garantir que o plano não fique apenas no papel. Em nossa campanha também enfatizamos a necessidade de ampliar a forma de atuação do DCE. Todas as nossas propostas giraram em torno do eixo Ciência-Cultura-Esporte-Política, sem priorizar uma delas, pois entendemos que essas áreas se complementam.

Silvia: Fizemos um debate bastante intenso acerca da expansão da Universidade. Vivemos essa realidade no nosso dia-a-dia e, portanto essa é a principal preocupação dos estudantes dos novos Campi. Expansão com qualidade é a nossa bandeira, acreditamos que o Movimento Estudantil não pode ser irresponsável a ponto de ser contra essa expansão, pois nos últimos anos pudemos sentir o impacto da presença da Universidade Federal em nossos municípios e em nossas vidas. Entendemos que toda grande mudança ocorre de maneira gradual e o nosso papel é acompanhar tudo de perto para garantir que tudo esteja estruturado o mais breve possível. A assistência estudantil é fundamental para uma Universidade que cresce e ainda há algumas políticas que precisam ser implementadas na UFAL para garantir a permanência na Universidade.

Passado o período eleitoral, quais as perspectivas para o DCE nessa gestão?

Silvia: Será alvo principal do nosso trabalho a integração entre os novos campi de Arapiraca e Sertão e o Campus A. C. Simões. Não partiremos do princípio da segregação, mas sim da união, que fortalece o movimento. Foi uma grande vitória termos um representante do Campus Arapiraca na Coordenação Geral, mas é preciso mais espaço para que os estudantes do interior tenham voz no DCE.

Cláudia: Essa será a primeira gestão proporcional do nosso DCE. Além de duas das cinco coordenações gerais, conseguimos ocupar espaços em importantes diretorias, como Secretaria Geral, Secretaria Jurídica, Comunicação, Assistência Estudantil, Meio Ambiente, Eventos, Assuntos Acadêmicos e Combate às Opressões. Indicamos 10 das 35 diretorias que compõem a Direção Executiva e conquistamos a maioria da direção do Campus Arapiraca e toda a diretoria do Campus Sertão. Esperamos que as forças que compõem hoje o DCE saibam lidar com as diferenças da maneira mais democrática possível e estamos dispostos a dialogar com todos. O Movimento Estudantil só tem a ganhar se souber aproveitar o Novo Momento que o Brasil e a Universidade estão passando e trabalhar em conjunto com o movimento em todo o Brasil pela conquista das nossas principais bandeiras, como os 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.


De Maceió
Hugo Cavalcante – Secretário Geral do DCE/UFAL
terça-feira, 1 de junho de 2010

Unidade na luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional


 Não foi um jogo do Corinthians, mas o Pacaembu lotou nesta terça-feira (1º de junho) durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), convocada pelas cinco principais centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB). Cerca de 30 mil militantes compareceram ao evento unitário, que destacou a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania, democracia e valorização do trabalho.
A unidade da classe trabalhadora caracterizou a reunião dos sindicalistas e foi exaltada nos discursos dos dirigentes das centrais. “Estamos demonstrando que os trabalhadores têm a sabedoria de deixar de lado suas divergências e realizar um evento como este em que unimos nossas forças para defender os interesses maiores da classe trabalhadora”, salientou o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos. “Nosso trabalho não se encerra aqui”, salientou. “Este é o início de uma grande jornada de luta”.

Novo Brasil

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (o Paulinho da Força) foi no mesmo diapasão. “Temos que saudar a unidade, pois foi a unidade que impediu a retirada de direitos trabalhistas e fez nossa luta avançar. Barramos a Emenda 3 e com as marchas unitárias em Brasília conquistamos a política de valorização do salário mínimo, que muito contribuiu para tirar o Brasil da crise”, afirmou Paulinho. “Esta conferência tem um objetivo muito claro, que é o de entregar aos candidatos à Presidência uma pauta com 293 itens de um modelo de Brasil que queremos. Temos aqui representantes de 5 mil sindicatos”, acrescentou.

Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), declarou que após a Conclat “o movimento sindical será outro. Já temos as bases para criar um novo Brasil, unindo todo nosso povo, os partidos e as organizações progressistas. Nossa responsabilidade é grande e os desafios não são pequenos. 0 maior deles é elevar o protagonismo da classe trabalhadora na luta política nacional”.

Desafios

“As bandeiras que nos unem são muito maiores do que as questões que, no varejo, provocam divergências no nosso meio”, enfatizou o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antonio Neto. “Caminhando juntos”, continuou, “vamos conquistar muito mais. Este será um ano de grande embate”, disse, numa referência às eleições de outubro. “Ou continuamos a avançar ou amargaremos um grande retrocesso. Vamos marchar juntos, unidos e organizados por um Brasil melhor”.

“A unidade garantiu conquistas e vitórias importantes”, reiterou Artur Henrique, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores). “Podemos citar a política de valorização do salário mínimo, a ratificação da Convenção 151 da OIT [que assegura o direito de organização, negociação e greve ao funcionalismo], o reajuste da tabela do Imposto de Renda, entre outras conquistas da unidade. Temos ainda grandes desafios, como a alta rotatividade da mão de obra, a redução da jornada sem redução de salários, o reajuste das aposentadorias e pensões. Mas, nosso principal desafio é não permitir o retrocesso neoliberal. Temos de continuar no caminho da mobilização e da luta para emplacar a agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com democracia, soberania e valorização do trabalho”.

De São Paulo,
Umberto Martins

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Ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS) de Alagoas. Atual militante e presidente do Comitê Municipal de Maceió do Partido Comunista do Brasil, PCdoB.
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